Com até 600 km de autonomia, SUV elétrico tem entregas previstas para o final do ano no mercado europeu

Faltam mais algumas semanas para o Salão de Genebra (Suíça), só que a Ford decidiu não participar do evento e já mostrou sua novidade para a Europa: o Ford Mustang Mach-E. O crossover elétrico foi apresentado em Londres, com algumas mudanças em relação ao modelo norte-americano e começará a ser entregue primeiro no Velho Continente, a partir do final do ano.

Galeria: Ford Mustang Mach-E (Europa)

Para apimentar um pouco a apresentação do Ford Mustang Mach-E, a fabricante norte-americana aproveitou para divulgar alguns detalhes interessantes sobre o SUV elétrico. Por exemplo, os engenheiros da Ford Europa participaram do desenvolvimento do carro desde o início e receberam a tarefa de ajustar o veículo para as ruas e o estilo de condução dos europeus. A direção, suspensão, controle de estabilidade e o sistema de tração integral receberam uma calibração específica para os clientes na região.

A Ford não diz quantas pessoas já fizeram a pré-venda do Mustang Mach-E na Europa, porém menciona que 85% das encomendas são da versão com o conjunto de baterias maior, de 98,8 kWh, ao contrário dos 75,7 kWh da versão normal. Com estas baterias e tração traseira, o crossover elétrico tem uma autonomia de aproximadamente 600 km.

Caso o motorista esteja com pressa e precise recarregar logo o veículo, poderá usar as estações de recarga de 150 kW, precisando de somente 10 minutos para recuperar 93 km de autonomia. A Ford está ajudando a IONITY a instalar 400 novos postos de abastecimento na Europa até o final deste ano. Ao mesmo tempo, a empresa está investindo em mais 1.000 estações em prédios da Ford distribuídos pelo continente, como concessionárias.

O Ford Mustang Mach-E está em estudos para o Brasil. A marca pretende trazê-lo ao país para o Salão do Automóvel para demonstração e tem grandes chances de que seja vendido no nosso mercado. Porém, como as entregas nos Estados Unidos começarão somente no início de 2021, o Brasil só deve recebê-lo a partir da metade do ano que vem.