Ford interrompe vendas devido a problemas de superaquecimento das baterias no Reino Unido

  • Ford Kuga PHEV tem vendas interrompidas por incêndios nas baterias
  • Incidentes aconteceram no Reino Unido mas recall deve afetar outros mercados

Lançado há poucos meses na Europa e previsto para chegar ao Brasil no máximo até 2021, o Ford Kuga PHEV (Escape PHEV em alguns mercados) teve as vendas interrompidas por que alguns usuários do Reino Unido relataram incêndios no sistema de baterias - por conta disso a Ford está preparando um recall para o SUV híbrido plug-in

A Ford publicou um comunicado admitindo que a venda de Kuga PHEVs construídos antes de 26 de junho de 2020 foi suspensa "temporariamente". A marca explica ainda que "informações de campo indicam que quatro incêndios em veículos provavelmente foram causados ​​pelo superaquecimento das baterias de alta tensão"

Galeria: Ford Kuga PHEV

Além de suspender as vendas do SUV híbrido plug-in, a marca também entrou em contato com os compradores do modelo e os orientou a não recarregarem as baterias de alta tensão até segunda ordem. Os proprietários ainda foram aconselhados a manter o carro no modo de condução "EV Auto".

Segundo informações do site britânico Autocar, a Ford já emitiu um recall para solucionar o problema e está entrando em contato com os clientes para agendarem o reparo de seus veículos junto à marca até o fim de agosto, assim que os componentes necessários para o conserto estejam disponíveis - acredita-se que 27.000 veículos sejam afetados globalmente. 

O referido recall já consta no Sistema de Alerta Rápido da União Europeia para produtos perigosos informando que as unidades do Ford Kuga PHEV produzidas entre 1º de julho de 2019 e 5 de junho de 2020 foram afetadas. O alerta também diz que os veículos apresentam risco de incêndio por conta de "danos físicos ao Módulo de controle de diagnóstico de bordo secundário A (SOBDM) e / ou ao conector SOBDM podem permitir a entrada de água no módulo, o que pode causar um curto elétrico. Um curto no SOBDM pode causar o superaquecimento de uma ou mais células da bateria, aumentando o risco de incêndio."

Fonte: Autocar/Carscoops