Enquanto isso, os veículos a célula de combustível de hidrogênio têm recebido subsídios considerados 'insanos'

De acordo com a agência de notícias Nippon, o Ministério do Meio Ambiente do Japão anunciou um aumento temporário nos subsídios para a compra de veículos eletrificados: elétricos, híbridos plug-in e a células de combustível.

Os incentivos máximos para veículos plug-in irão dobrar:

BEVs: de 400.000 ienes para 800.000 ienes (US$ 7.743)
PHEVs: de 200.000 ienes para 400.000 ienes (US$ 3.872)

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No entanto, há uma condição para ter acesso ao subsídio: é necessário que toda a eletricidade utilizada para o carregamento do veículo (em casa ou no trabalho) seja proveniente de uma fonte de energia renovável.

O governo do Japão destinou 8 bilhões de ienes (US$ 77,4 milhões) para o programa - seria o suficiente para menos de 10.000 veículos eletrificados.

No entanto, o mais surpreendente é que os veículos movidos a célula de combustível de hidrogênio (FCVs) receberão um aumento no subsídio disponível - "em várias centenas de milhares de ienes" - do nível já absurdamente alto de até 2,25 milhões de ienes por veículo (US$ 21.780), algo como R$ 111.730 em uma conversão direta. 

Não sabemos exatamente onde esse valor pode chegar, mas a 2,7 milhões de ienes por veículo, por exemplo, seria mais de US$ 26.000 (R$ 134.000). É quase o preço líquido (sem impostos) de um carro elétrico novo.

Se este for o impulso necessário para vender apenas alguns milhares de FCVs (duvidamos que vendam mais que isso no Japão), acreditamos que eles não sejam totalmente competitivos com nenhum outro tipo de veículo. É um absurdo.

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