Montadora japonesa vai ampliar sua aliança com a Toyota para expandir a linha de veículos eletrificados

Em um movimento que parece irreversível para as montadoras, a Suzuki, que comemorou o seu 100º aniversário em março de 2020, anuncia mudanças de rumo a partir deste ano para se concentrar mais na eletrificação.

O presidente Osamu Suzuki, de 91 anos (que ingressou na Suzuki em 1958), está se aposentando, passando o comando para o filho Toshihiro Suzuki, que já é presidente e CEO. A empresa acaba de anunciar mudanças profundas de gestão e um novo Plano de Gestão de Médio Prazo (para o período: abril de 2021 a março de 2026).

Galeria: Suzuki Across PHEV

Em linhas gerais, o plano é aumentar os investimentos em P&D para 1,0 trilhão de ienes nos próximos 5 anos (200 bilhões/ano), o equivalente a US$ 9,45 bilhões anuais. Sendo que a maior parte desse montante, segundo a Reuters, será aplicado na eletrificação.

Por causa do alto custo das tecnologias de eletrificação e do tamanho relativamente pequeno da empresa (em comparação com os maiores grupos automotivos), a Suzuki aprofundará sua aliança com a Toyota, "cooperando em veículos eletrificados". A Suzuki pode ser considerada um dos satélites da Toyota, semelhante assim como Mazda e Subaru.

Suzuki Across PHEV - 2

Vamos lembrar que a Suzuki lançou recentemente na Europa o modelo híbrido plug-in Suzuki Across PHEV, que na verdade se trata de um Toyota RAV4 Prime rebatizado.

De acordo com o comunicado oficial, a Suzuki tem como meta uma receita operacional menor (5,5%) nos próximos cinco anos, porque os investimentos em P&D serão bem agressivos:

"A meta de lucro operacional está fixada em 5,5%, abaixo da meta anterior de 7%, devido ao investimento agressivo em pesquisa e desenvolvimento, como eletrificação, que chega a ¥ 1 trilhão em 5 anos."

No caso da Suzuki, um dos principais mercados para eletrificação pode ser a Índia:

"Na Índia, a Suzuki tomará a iniciativa de promover a eletrificação exigida pela sociedade em resposta às questões ambientais na Índia e manter a participação de mercado de mais de 50% no segmento de automóveis de passageiros."

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