Carro elétrico emite até 70% menos CO₂ que modelo a combustão
Estudo revela que elétricos poluem menos mesmo considerando a produção
Um estudo publicado pela plataforma Economics.td mostra que um carro elétrico pode emitir até 70% menos dióxido de carbono (CO₂) ao longo de todo o seu ciclo de vida quando comparado a um modelo a combustão, mesmo levando em conta o impacto ambiental da fabricação. A diferença nas emissões se deve principalmente à maior eficiência energética dos veículos elétricos e à possibilidade de utilizarem eletricidade gerada por fontes com baixa ou nenhuma emissão de carbono.
Embora o processo de fabricação de carros elétricos seja mais emissivo, especialmente devido à produção das baterias, os dados indicam que essa desvantagem inicial é superada rapidamente durante o uso. De acordo com a consultoria Nelson, citada no estudo, a produção de um veículo elétrico pode liberar até 6,57 toneladas de CO₂, contra 3,74 toneladas geradas na fabricação de um carro com motor a combustão.
No entanto, a vantagem ambiental dos carros elétricos se torna evidente com o uso. Isso ocorre por conta da eficiência energética: enquanto um carro a gasolina converte apenas de 16% a 25% da energia do combustível em movimento, um veículo elétrico pode aproveitar até 91% da energia armazenada na bateria para rodar. Além disso, o consumo necessário para percorrer 100 km é inferior nos modelos elétricos. Um SUV a combustão pode consumir entre 6,7 e 21,7 litros de gasolina nesse percurso, enquanto um SUV elétrico consome de 20,9 a 44,6 kWh — o equivalente energético a cerca de 2,3 a 5 litros de combustível.
O impacto ambiental do uso também depende da fonte de energia utilizada para carregar os veículos. Em países com uma matriz energética mais limpa, como a Espanha, o efeito é ainda mais positivo. Lá, 55,8% da eletricidade produzida em 2024 veio de fontes renováveis. Somando a energia nuclear, que também não gera emissões diretas, 75,4% da energia elétrica consumida no país tem baixo impacto climático. Isso permite uma redução nas emissões totais de CO₂ superior a 80% em relação aos carros a combustão, mesmo considerando a produção do veículo e da bateria.
No caso do Brasil, embora não tenha sido incluído diretamente no estudo, o cenário também é favorável aos veículos elétricos. Isso porque a matriz elétrica brasileira é majoritariamente limpa, com cerca de 90% da geração proveniente de fontes renováveis, principalmente hidrelétricas. Esse fator contribui para que o uso de carros elétricos no país tenha um impacto ambiental reduzido desde os primeiros quilômetros rodados, acelerando o tempo necessário para compensar as emissões da fabricação das baterias.
Quanto aos híbridos plug-in (PHEVs), o estudo destaca que sua eficiência em termos de emissões depende fortemente do quanto são utilizados no modo elétrico. Se esse modo for usado por 54% do tempo de condução, as emissões ao longo da vida útil do carro ficam entre 11% e 53% abaixo das de um carro convencional. Se o uso do motor elétrico for limitado a 26% do tempo, a diferença de emissões em relação aos modelos a combustão não passa de 33%.
Galeria: BYD - linha de produção (China)
Em resumo, mesmo que o processo de produção dos veículos elétricos gere mais CO₂, sua eficiência durante o uso, aliada ao uso crescente de eletricidade limpa, faz com que eles sejam uma alternativa mais sustentável em comparação com os carros a combustão. O estudo mostra que, ao adotar políticas de incentivo à mobilidade elétrica e à geração de energia renovável, é possível reduzir significativamente as emissões do setor de transportes.
Fonte: Economics.td
RECOMENDADO PARA VOCÊ
Chevrolet amplia linha elétrica com rival do BYD Dolphin Mini
Bateria sólida segue funcionando após ser cortada, mas há um porém
Novo Jeep Avenger elétrico estreia com Matrix LED e visual renovado
Motor de supercarros pode chegar a carros elétricos mais baratos
Leapmotor B10 fica mais potente na China: até 252 cv e bateria maior
Chinesas já começam a mudar o mercado de seminovos no Brasil
BMW encerra vendas do i5 e do iX no Brasil antes da estreia do iX3