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Volkswagen anuncia novas baterias para baratear seus carros elétricos

Nova tecnologia estreia em 2026 com o ID.2 e será usada em toda a linha MEB

VW ID. GTI Concept no Volkswagen Group Night IAA 2023

A Volkswagen confirmou que todos os seus carros elétricos baseados na plataforma MEB passarão a utilizar baterias de fosfato de ferro e lítio (LFP) nos próximos meses. A mudança será implementada gradualmente a partir de 2026, começando pelo lançamento do modelo ID.2. A substituição da atual química de níquel, cobalto e manganês (NCM) por LFP marca uma nova fase para os veículos elétricos da marca, que busca ampliar sua competitividade com modelos de menor custo.

A transição ocorrerá com a introdução da nova plataforma MEB+, uma evolução da arquitetura MEB atual. Segundo a Volkswagen, essa atualização permitirá não apenas a adoção das baterias LFP, como também trará melhorias em eficiência energética, tempos de recarga mais curtos e redução no custo de produção. A plataforma MEB+ será a base de modelos como ID.2, ID.3, ID.4 e ID.7.

Volkswagen apresenta trio elétrico para retomar força na China
Foto de: Fábio Trindade

As baterias LFP se tornaram populares no mercado chinês por sua durabilidade, menor custo e ausência de materiais como cobalto e níquel, que têm preços voláteis e implicações ambientais e sociais. Embora possuam densidade energética ligeiramente inferior às NCM, a tecnologia LFP é considerada ideal para veículos de grande volume e com foco em acessibilidade.

Thomas Schäfer, CEO da marca Volkswagen, afirmou que a adoção da MEB+ está programada para o próximo ano, com integração da tecnologia “Cell to Pack” e a química LFP. Ele destacou que a transição representa um avanço significativo em termos de custo e desempenho, ressaltando a importância estratégica da mudança.

Imagens ao vivo do VW ID.EVERY1 (2025) da estreia mundial
Foto de: Roland Hildebrandt

Além das baterias, a nova plataforma MEB+ trará melhorias nos tempos de recarga. A expectativa é que o carregamento de 10% a 80% da bateria seja realizado em cerca de 20 minutos, uma redução em relação aos 26 minutos das versões mais avançadas da MEB atual. Isso será possível mesmo mantendo o sistema elétrico de 400 volts, ao invés dos 800 volts usados em veículos de desempenho mais elevado.

A Volkswagen também promete um ganho de eficiência de até 10% nos sistemas de propulsão dos novos modelos baseados na MEB+, o que poderá resultar em maior autonomia com as novas baterias. Esses avanços visam manter a competitividade da marca frente a concorrentes (principalmente chineses) que vêm ampliando rapidamente suas ofertas de veículos elétricos com soluções de menor custo.

Volkswagen ID.2all, a plataforma MEB Entry

Enquanto a nova plataforma não chega, a empresa segue trabalhando no desenvolvimento da arquitetura SSP, prevista para estrear entre 2028 e 2029. Essa nova base substituirá tanto a MEB quanto a PPE, sendo projetada para atender a uma ampla gama de veículos elétricos do grupo, de modelos compactos até SUVs de luxo. O Golf de nona geração será o primeiro modelo a estrear a nova arquitetura.

Por enquanto, a MEB+ representa uma solução intermediária para modernizar a linha de elétricos da Volkswagen e responder às mudanças no mercado. A introdução da tecnologia LFP, iniciada com o ID.2 em 2026, deve se estender rapidamente aos demais modelos, incluindo os já estabelecidos ID.3, ID.4 e ID.7. 

Galeria: VW ID.EVERY1 (2025) fotos ao vivo da estreia mundial

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A produção das novas baterias será concentrada na fábrica de Salzgitter, na Alemanha, que também fornecerá células NCM para os modelos que ainda exigirem essa configuração. A estratégia reforça o objetivo da Volkswagen de verticalizar parte da cadeia de fornecimento e aumentar a autonomia na produção de veículos elétricos.

Com essa transição tecnológica, a marca alemã espera tornar seus modelos elétricos mais acessíveis e competitivos globalmente, especialmente em mercados onde o custo ainda é uma barreira para a adoção em massa dos veículos elétricos. Isso deve favorecer o início de mudança de estratégia para o Brasil, onde a marca alemã ainda não vende carros elétricos de forma regular. Vamos acompanhar. 

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