São Paulo terá sistema que carrega 29 ônibus elétricos ao mesmo tempo
Tecnologia BESS permite ampliar em seis vezes a capacidade das garagens e reduzir dependência da Enel
A Prefeitura de São Paulo assinou, no Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), um Protocolo de Intenções com as empresas Matrix Energia e Huawei para implementar um sistema de armazenamento de energia nas garagens de ônibus el. A solução adotada é o BESS (Battery Energy Storage System), que visa ampliar a capacidade de recarga da frota elétrica da cidade.
O BESS é composto por baterias de grande porte integradas a carregadores ultrarrápidos. Um único módulo com capacidade de 4,5 MWh é suficiente para recarregar até 29 ônibus elétricos, o que representa um aumento de até seis vezes na capacidade atual das garagens. A implementação não trará custos para a Prefeitura.
Sistema de armazenamento da Huawei
A tecnologia funciona de forma semelhante a um “power bank”, armazenando energia durante o dia e liberando-a nos horários de recarga dos veículos. Essa energia pode ser usada de forma contínua mesmo em casos de interrupção no fornecimento convencional, com autonomia adicional de até três horas.
Além disso, o sistema é controlado digitalmente, permitindo às concessionárias de transporte coletivo monitorar em tempo real o uso e o desempenho energético. A energia armazenada e não utilizada pode ser redirecionada para recarga da frota, reduzindo custos operacionais e a dependência da rede elétrica da Enel.
Galeria: Prefeitura de São Paulo (SP) - ônibus elétricos
A iniciativa foi anunciada após visita do prefeito Ricardo Nunes ao centro de pesquisa da Huawei em Xangai. O modelo já é adotado em outros países e será incorporado às políticas de descarbonização da mobilidade paulistana.
Com 728 ônibus elétricos, sendo 527 a bateria e 201 trólebus, São Paulo detém a maior frota desse tipo no Brasil. Segundo dados da SPTrans, cada ônibus elétrico substitui o consumo anual de 35 mil litros de diesel e equivale ao plantio de cerca de 6.400 árvores.
A meta da Prefeitura é substituir 2.200 ônibus a diesel por veículos com energia limpa até 2028. Desde janeiro de 2024, já foram entregues 226 unidades elétricas.
O uso do BESS pode acelerar esse processo, garantindo infraestrutura adequada para ampliação da frota e contribuindo com metas de sustentabilidade e eficiência energética no transporte público ao mesmo tempo em que pode diminuir a dependência da Enel.
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