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Baterias de veículos elétricos superam vida útil de carros a gasolina

Levantamento aponta que degradação anual média é de apenas 1,8%

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Mais uma vez, estudos comprovam a durabilidade das baterias de carros elétricos. Uma pesquisa recente da empresa britânica Geotab reforça que a vida útil das baterias de alta voltagem pode chegar a 20 anos, com uma taxa média de degradação anual de apenas 1,8%. O dado ajuda a desmistificar uma das maiores preocupações dos consumidores: a longevidade do componente mais caro dos veículos elétricos. Para comparação, a idade média da frota nos Estados Unidos é de 14 anos.

A análise foi feita com base em dados reais de mais de 10 mil veículos elétricos monitorados por sistemas de telemetria da Geotab. A empresa ressalta que, após duas décadas de uso, mesmo com alguma perda de capacidade, o motorista ainda pode contar com cerca de 64% da autonomia original do veículo.

BYD Dolphin Mini (BR)

BYD Dolphin Mini (BR)

Esse novo levantamento oferece uma base sólida para rebater argumentos recorrentes de céticos da mobilidade elétrica, que frequentemente apontam a suposta curta duração das baterias como um dos principais entraves para a adoção em larga escala dos elétricos.

Fatores que influenciam a degradação

A degradação das baterias não acontece de forma linear e varia de acordo com diversos fatores, como o tipo de célula, o clima e os hábitos de recarga. Em regiões mais quentes — como boa parte do território brasileiro —, a tendência é de um desgaste mais acentuado. Por isso, especialistas recomendam manter o veículo à sombra sempre que possível e evitar o calor excessivo durante o carregamento.

Além disso, o tipo de carregamento utilizado também impacta diretamente na longevidade da bateria. A recarga ultrarrápida por corrente contínua (DC), embora prática, tende a acelerar a degradação em comparação com carregadores lentos de corrente alternada (nível 1 ou 2).

GWM - recarga eletroposto

GWM - recarga eletroposto

Foto de: GWM

Outro ponto relevante destacado pelo estudo envolve os cuidados com o estado de carga. No caso das baterias do tipo NMC (níquel-manganês-cobalto) ou NCM (níquel-cobalto-manganês), recomenda-se manter o nível entre 20% e 80% para maximizar a vida útil. Já as baterias LFP (lítio-ferro-fosfato), cada vez mais comuns em modelos vendidos no Brasil, como os da BYD, são mais tolerantes à recarga completa, embora estudos apontem que a prática constante de carga até 100% pode reduzir a vida útil em alguns casos.

Galeria: Peugeot e-2008 - recarga no eletroposto DC

Falhas são raras

O estudo da Geotab também revelou que a taxa de falhas completas nas baterias é muito baixa. Em veículos fabricados nos últimos dez anos, a taxa de falhas ficou abaixo de 0,5%. Isso significa que os casos de substituição total da bateria são estatisticamente insignificantes, desde que o veículo seja usado e mantido adequadamente.

O que você pensa sobre isso?

Mesmo que alguns cuidados simples possam ajudar a preservar o desempenho da bateria por mais tempo, a conclusão do estudo é clara: baterias de veículos elétricos modernos são robustas e confiáveis. Assim como motores a combustão também sofrem desgaste ao longo do tempo, a perda gradual de capacidade da bateria faz parte do ciclo de vida normal do automóvel.

Para o consumidor brasileiro, esse tipo de dado pode ajudar a consolidar a confiança nos veículos elétricos, especialmente no momento em que a oferta cresce e o interesse por alternativas mais sustentáveis se intensifica. Além disso, mostra que, com o uso correto, o custo total de propriedade de um elétrico pode ser mais previsível e competitivo ao longo dos anos.

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