99 e Riba lançam operação com 300 motos elétricas no Brasil
Parceria busca reduzir custos e emissões com nova frota até a COP30
A 99, empresa de mobilidade urbana, e a Riba Brasil, especializada em descarbonização, iniciaram a implantação de 300 motos elétricas no Brasil. A operação terá início em julho em Belém (PA) com as primeiras 60 unidades, e será ampliada com entregas mensais até novembro, mês em que ocorre a COP30. O valor de locação para os condutores será de R$ 399 por semana.
A estimativa é que o uso das motos elétricas gere economia de até 35% para motoristas e entregadores em comparação aos modelos a combustão. Em termos ambientais, calcula-se uma redução de aproximadamente uma tonelada de CO₂ a cada 10 mil quilômetros rodados.
Vale destacar que a iniciativa integra a Aliança pela Mobilidade Sustentável, grupo formado por 23 empresas ligadas aos setores de transporte, energia e infraestrutura, liderado pela 99. A aliança já soma mais de R$ 330 milhões em investimentos desde sua criação, com foco em veículos elétricos, pontos de recarga e ações de incentivo à eletrificação.
O modelo de moto elétrica utilizado no projeto foi desenvolvido pela Riba Brasil e adaptado para atender à realidade urbana. Possui capacidade de carga de até 220 kg, autonomia de até 120 km e acesso a 14 estações de troca de bateria. Cada estação conta com até nove compartimentos para substituição rápida da bateria.
Galeria: Motos elétricas 99
A operação também inclui recursos de segurança. A 99 já utiliza telemetria, relatórios de comportamento e ferramentas de bloqueio preventivo. A Riba desenvolveu um algoritmo próprio com base em dados de motoristas, entregadores e comerciantes locais, voltado à prevenção de acidentes.
Segundo dados da própria 99, o número de motociclistas parceiros cresceu cerca de 30% em um ano. No mesmo período, houve aumento de 60% nas entregas realizadas com motos e de 40% nas viagens com passageiros. O avanço reforça a importância de soluções elétricas no setor de duas rodas.
O projeto das motos elétricas também busca reduzir impactos comuns em centros urbanos, como ruído e emissão de gases. As motos não geram calor excessivo nem emitem poluentes nas paradas, o que contribui para menor exposição de condutores e passageiros à poluição.
A escolha de Belém como cidade-piloto da operação tem relação direta com a realização da COP30, marcada para novembro de 2025 na capital paraense. A cidade deve receber atenção nacional e internacional no contexto das discussões climáticas, o que torna o lançamento de iniciativas sustentáveis particularmente estratégico. Além disso, Belém apresentou nos últimos anos um crescimento acelerado no número de motociclistas, com aumento de viagens por aplicativo e entregas, o que justifica o foco em soluções elétricas para atender à demanda urbana e reduzir a emissão de poluentes no trânsito local.
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