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Nissan vai exportar carros elétricos da China a partir de 2026

Modelo N7 será o primeiro EV da Nissan na nova estratégia de exportação

Nissan N7 no Salão de Xangai
Foto de: Motor1.com

A Nissan planeja iniciar a exportação de veículos elétricos produzidos na China a partir de 2026. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, os mercados-alvo incluem o Sudeste Asiático, o Oriente Médio e outras regiões, aproveitando a estrutura de pós-venda já existente da montadora nesses países.

A decisão faz parte de uma ampla reestruturação da fabricante japonesa, que busca acelerar sua recuperação global após enfrentar dificuldades operacionais e queda de participação de mercado. Entre as estratégias está a revisão da produção em diversas regiões, com o objetivo de tornar mais eficiente o fornecimento e a comercialização de veículos elétricos.

Galeria: Nissan N7 no Salão de Xangai 2025

O primeiro modelo elétrico destinado à exportação será o Nissan N7, um sedã de porte médio desenvolvido integralmente na China e que nós tivemos a oportunidade de ver ao vivo no Salão de Xangai. O carro foi lançado oficialmente no mercado chinês em abril de 2025 e vem registrando bom desempenho em vendas. Produzido na unidade de Guangzhou, província de Guangdong, o N7 parte de 119.900 yuans, o equivalente a aproximadamente R$ 90 mil.

Um dos diferenciais do N7 é o uso de software automotivo com tecnologia de inteligência artificial desenvolvida por empresas chinesas. No entanto, para viabilizar as exportações, a Nissan terá de adaptar esse sistema, já que muitos países impõem restrições ao uso de soluções de IA originadas na China. Para isso, a montadora japonesa firmou parceria com a IAT Automobile Technology, desenvolvedora local de software, com o objetivo de criar versões compatíveis com as exigências dos mercados estrangeiros.

Nissan N7 no Salão de Xangai

Nissan N7 no Salão de Xangai

Foto de: Motor1.com

Outra medida estratégica foi anunciada no dia 25 de junho, quando a Dongfeng Motor, parceira de longa data da Nissan na China, oficializou a criação de uma nova joint venture voltada à exportação de veículos. A operação será conduzida por meio da NCIC, subsidiária integral da Nissan, que deterá 60% da nova empresa, enquanto a Dongfeng ficará com os 40% restantes. O capital registrado da joint venture é de 1 bilhão de yuans, aproximadamente 140 milhões de dólares.

Além do N7, a Nissan pretende ampliar o portfólio de veículos eletrificados no mercado chinês. Estão previstos lançamentos de novos modelos elétricos e híbridos plug-in, incluindo a primeira picape elétrica da marca, que deve ser apresentada ainda em 2025.

Nissan Leaf (2025) Versão Europa

Nissan Leaf (2025) na versão apresentada na Europa

Foto de: Nissan

A decisão de centralizar parte da produção na China está alinhada com a atual liderança do país na eletrificação. Com ampla cadeia de fornecedores, mão de obra qualificada e escala de produção, o mercado chinês oferece vantagens competitivas que têm atraído diversas montadoras globais. A Nissan aposta que a combinação entre custo reduzido e acesso a tecnologias locais permitirá ampliar sua presença em mercados emergentes - será que vem ao Brasil?

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O movimento ocorre em um momento de reestruturação profunda dentro da empresa. Em maio deste ano, a Nissan divulgou um plano de recuperação que inclui o corte de cerca de 20 mil postos de trabalho e a consolidação de 17 fábricas para apenas 10. O foco da nova fase será a eletrificação, considerada estratégica para garantir competitividade nos próximos anos.

A estratégia da Nissan reforça uma tendência cada vez mais comum entre fabricantes globais: utilizar a base industrial chinesa não apenas para atender ao mercado doméstico, mas também como plataforma de exportação para veículos eletrificados. Essa abordagem pode acelerar a adoção de elétricos em diversas regiões do mundo, ao mesmo tempo em que reduz custos de desenvolvimento e produção.

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