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Volvo diz que Europa deve competir, não taxar carros chineses

CEO da Volvo, Håkan Samuelsson diz que a indústria europeia precisa ser mais eficiente

Volvo EX30 - produção na Bélgica
Foto de: Volvo

O avanço das marcas chinesas no mercado europeu tem gerado respostas políticas e estratégicas em toda a indústria automotiva. Uma delas foi a adoção de tarifas adicionais sobre carros elétricos importados da China, que entrou em vigor em 2024. Outra foi o relaxamento nas metas de emissões de CO₂ para as fabricantes. Ambas as medidas, no entanto, não são vistas como soluções definitivas por executivos do setor, como Håkan Samuelsson, CEO da Volvo Cars.

Em entrevista ao canal Euronews, Samuelsson afirmou que a única maneira de proteger a indústria europeia diante da expansão dos fabricantes chineses é aumentando a competitividade. “Não há proteção real por meio de tarifas ou qualquer outra forma. A única proteção é sermos melhores e mais competitivos”, declarou o executivo.

Volvo EX30 - produção na Bélgica

Volvo EX30 - produção na Bélgica

Foto de: Volvo

A Volvo é uma das montadoras europeias com forte ligação com a China — pertence ao grupo Geely e produz modelos como o elétrico EX30 em território chinês. Desde abril de 2025, no entanto, a empresa passou a fabricar o EX30 também na Bélgica, o que pode ajudar a mitigar os impactos das tarifas aplicadas pela União Europeia.

Além disso, a marca sueca se destacava pela venda de créditos de emissões para outras montadoras que não conseguiam cumprir as metas europeias. Com o abrandamento das metas, esse mercado de créditos perdeu valor. “Víamos potencial nos créditos de carbono, que poderiam financiar nossa transição. Agora que tudo foi adiado, isso não é bom para nós”, disse Samuelsson.

Galeria: Volvo EX30 - produção na Bélgica

Para o executivo, a Europa precisa acelerar seu processo de adaptação. Ele vê como inevitável a forte concorrência das marcas chinesas, e acredita que é preciso mudar a mentalidade de desenvolvimento de produto, especialmente para atender ao consumidor chinês. “Os clientes chineses valorizam tecnologia e software nos carros. Não adianta apenas adaptar produtos europeus — é preciso desenvolver junto com eles”, afirmou.

Samuelsson também comentou sobre o plano da União Europeia de proibir a venda de carros a combustão a partir de 2035. Para ele, a meta só será viável se houver avanços concretos na infraestrutura de recarga. “Precisamos de uma data realista para a expansão da rede de carregamento. Caso contrário, não será possível eletrificar toda a frota até 2035”, concluiu.

O que você pensa sobre isso?

As declarações do CEO da Volvo reforçam o debate sobre qual deve ser a estratégia da Europa para enfrentar a crescente presença de veículos elétricos chineses no continente: proteger ou competir. Para Samuelsson, o caminho é claro — melhorar a eficiência, acelerar o desenvolvimento e investir em tecnologia.

Fonte: FCO

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