China: elétricos e híbridos plug-in já são quase 60% das vendas
País mantém ritmo de crescimento acelerado e consolida liderança global em mobilidade elétrica
Com ou sem obstáculos, a China segue ampliando sua liderança global nas vendas de veículos eletrificados. De acordo com dados referentes à primeira quinzena de julho, os carros elétricos e híbridos plug-in — classificados localmente como NEVs (New Energy Vehicles) — já representam quase 60% das vendas de automóveis de passeio no país.
Entre os dias 1º e 13 de julho, foram emplacadas 332 mil unidades de NEVs no varejo chinês, o que representa um aumento de 26% em relação ao mesmo período de 2024, mesmo com uma leve retração de 4% sobre o mês anterior. No acumulado do ano, o mercado chinês já soma impressionantes 5,8 milhões de veículos eletrificados vendidos, alta de 33% na comparação anual.
As vendas por atacado acompanharam esse ritmo, com 316 mil unidades entregues aos distribuidores na quinzena, avanço de 37% em relação ao ano passado. No total de 2025 até agora, o volume atacadista chega a 6,76 milhões de unidades, com crescimento também de 37% sobre 2024.
No mesmo intervalo, o mercado total de carros de passeio (incluindo modelos a combustão) registrou 571 mil unidades no varejo, aumento de 7% frente ao ano anterior. Com isso, os NEVs atingiram 58,14% de participação de mercado na primeira metade de julho e já representam 50,56% do total de carros vendidos em 2025.
Por que esses dados são importantes?
A consolidação da participação acima de 50% nas vendas de carros com tomada — tanto no varejo quanto no atacado — confirma que a mobilidade elétrica não é mais uma tendência futura, mas uma realidade dominante no maior mercado automotivo do mundo.
Além disso:
-
O crescimento contínuo mostra que há uma base sólida de demanda;
-
O aumento nas entregas por atacado revela confiança dos revendedores;
-
A recuperação no volume da primeira quinzena de julho, mesmo em período de férias, aponta uma curva de adoção sustentada.
A ascensão dos NEVs na China tem efeitos em múltiplas frentes: redução da dependência de petróleo importado, aumento da exportação de combustíveis fósseis, menores emissões de CO2, e a criação de um ecossistema industrial muito mais competitivo, com destaque para a produção de baterias, desenvolvimento de software e tecnologias de direção autônoma — setores em que a China já começa a liderar também globalmente.
E no Brasil?
Enquanto a China avança rapidamente, o Brasil caminha em ritmo mais lento na eletrificação. Segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), no primeiro semestre de 2025 foram vendidos 30.576 carros elétricos a bateria (BEV) e 42.370 híbridos plug-in (PHEV), totalizando 72.946 veículos com recarga externa — o equivalente a 4,6% das vendas de veículos leves no período. O contraste com a China, onde os veículos com tomada já respondem por mais de 50% do mercado, evidencia tanto os desafios do Brasil — como infraestrutura, carga tributária e preço — quanto o enorme espaço para crescimento à medida que políticas públicas e a oferta de modelos mais acessíveis evoluam. De qualquer forma, o Brasil tem avançado: em menos de 3 anos a participação dos plug-ins não chegava a 0,8% do mercado.
RECOMENDADO PARA VOCÊ
Top 10 da China antecipa o futuro dos carros elétricos no Brasil
Kombi elétrica da VW finalmente vira motorhome e chega em 2028
DFM Box, rival de Dolphin Mini e EX2, cai a R$ 40,9 mil
Geely EX5: híbrido dispara, mas elétrico bate recorde no Brasil
GAC Aion UT supera 1.000 emplacamentos e vira carro-chefe da marca no Brasil
Petrolífera chinesa troca bombas de gasolina por carregadores BYD
China domina vendas de elétricos na Argentina com BYD, GWM e Geely