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Baterias de lítio ainda têm muito a evoluir antes do estado sólido

Enquanto baterias de estado sólido não chegam, tecnologias atuais seguem evoluindo em custo e desempenho

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Embora muitos fabricantes apostem nas promissoras baterias de estado sólido, os avanços mais significativos no curto e médio prazo ainda devem vir das tradicionais células de íon de lítio — como as LFP (lítio-ferro-fosfato) e NMC (níquel-manganês-cobalto), que já equipam a maioria dos carros elétricos atuais.

Durante o evento X Takeover, realizado nos EUA, o vice-presidente de engenharia veicular da Tesla, Lars Moravy, afirmou que ainda há muito espaço para evolução nas baterias convencionais. “Estamos só no começo do que as células de íon de lítio e LFP podem oferecer. Há ganhos a serem feitos na microquímica, no formato e na forma de produção dessas células”, disse o executivo.

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Foto de: Panasonic Energy

Segundo Moravy, melhorias graduais têm impulsionado a densidade energética e a velocidade de recarga em cerca de 3% ao ano. O resultado é perceptível: o Tesla Model S, que em 2012 rodava 426 km por carga, hoje entrega mais de 640 km e recarrega em menos tempo — e isso sem recorrer a tecnologias disruptivas.

Outros fabricantes seguem o mesmo caminho. GM e Ford trabalham no desenvolvimento de baterias de lítio com maior proporção de manganês, buscando alternativas às células LFP — dominadas por fornecedores chineses como a CATL. A Lucid, por sua vez, apresentou o SUV Gravity com células 2170 da Panasonic, capazes de adicionar 320 km de autonomia em apenas 11 minutos de recarga.

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Foto de: GAC

A BYD também tem se destacado: em 2025, anunciou veículos que aceitam até 1.000 kW de potência de carregamento — valor ainda teórico considerando um uso em massa, mas que reforça o potencial de inovação dentro das químicas atuais.

Apesar disso, a indústria continua atenta ao desenvolvimento de baterias de estado sólido, que eliminariam o eletrólito líquido e poderiam reduzir peso, aumentar a densidade energética e tornar os veículos mais seguros. Toyota, Mercedes-Benz e outras marcas esperam iniciar a produção comercial até o final da década.

No Brasil, os modelos mais vendidos com baterias LFP são os da BYD (como Dolphin, Seal e Yuan Plus), além de alguns modelos da GWM e Caoa Chery. Já modelos premium de marcas como BMW, Volvo e Audi usam células NMC.

Enquanto as baterias de estado sólido não se concretizam, a indústria segue apostando na evolução constante das tecnologias já disponíveis — com impacto direto no custo, na autonomia e na popularização dos veículos elétricos.

Perguntas Frequentes

O que são baterias de íon de lítio?

São baterias recarregáveis que utilizam íons de lítio para armazenar e liberar energia. São as mais comuns em veículos elétricos hoje, com diferentes químicas como LFP (lítio-ferro-fosfato) e NMC (níquel-manganês-cobalto).

Por que as baterias de estado sólido são consideradas o futuro?

Elas substituem o eletrólito líquido por um sólido, o que pode aumentar a densidade de energia, melhorar a segurança e reduzir o tempo de recarga. Porém, ainda estão em fase de desenvolvimento e comercialização futura.

As baterias atuais ainda podem melhorar?

Sim, especialistas afirmam que as baterias de íon de lítio ainda têm espaço para avanços importantes em desempenho, custo, densidade energética e velocidade de recarga.

O que você pensa sobre isso?

Quando as baterias de estado sólido devem chegar ao mercado?

A maioria dos fabricantes prevê comercialização em escala até o final da década de 2020, mas isso depende de avanços tecnológicos e redução de custos.

Quais carros elétricos vendidos no Brasil usam baterias LFP?

Modelos da BYD como Dolphin, Seal e Yuan Plus, além de alguns veículos da GWM e Caoa Chery, utilizam baterias LFP.

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