China dispara com 16,7 milhões de carregadores para elétricos em 2025
Número cresce 53% em um ano; Brasil ainda possui apenas 15 mil pontos públicos
Com um número colossal de carregadores, a China segue isolada como líder mundial em infraestrutura de recarga para veículos elétricos, com 16,7 milhões de pontos de recarga registrados até julho de 2025, segundo dados da Administração Nacional de Energia chinesa. Esse número representa um aumento de 53% em relação a 2024, mostrando a rapidez com que o país acompanha a expansão do mercado de EVs.
No mesmo período, o consumo mensal de energia elétrica para recarga de veículos atingiu 7,71 bilhões de kWh, uma alta de quase 54% em relação ao ano anterior. A infraestrutura é dominada por grandes operadores como TELD, Star Charge e YKC, que juntos gerenciam mais de 2 milhões de pontos de recarga públicos.
Além disso, fabricantes de EVs como Nio, Li Auto, Tesla, XPeng e Zeekr estão construindo suas próprias redes, garantindo maior autonomia aos clientes e fortalecendo o ecossistema de mobilidade elétrica no país.
O contraste com o Brasil é nítido. Segundo a ABVE, o país possui atualmente cerca de 15 mil eletropostos públicos e semipúblicos. Embora o número venha crescendo, a infraestrutura ainda é insuficiente para acompanhar a demanda crescente de veículos elétricos, que no Brasil já representa uma parcela importante do mercado automotivo em expansão. Para se ter ideia, o Brasil possui uma média de um ponto de recarga para cada 18 veículos eletrificados, enquanto na China a proporção chega a dois pontos para cada cinco veículos.
A expansão da rede de recarga no Brasil ainda depende de regulamentações e iniciativas como a LIGABOM, que estabelece padrões de segurança para instalações, e o marco legal da recarga, que busca incentivar investimentos privados e tornar a recarga mais acessível. Além disso, algumas montadoras, como BYD e GWM, estão começando a instalar redes próprias, seguindo o modelo chinês, mas em escala ainda muito menor.
Especialistas apontam que, para que o Brasil alcance um crescimento sustentável no setor de mobilidade elétrica, será necessário acelerar a instalação de pontos públicos, ampliar incentivos para recarga residencial e fortalecer a integração entre concessionárias, operadores privados e fabricantes. Sem essas medidas, o país pode ficar atrás na corrida pela eletrificação do transporte, especialmente considerando o ritmo acelerado de expansão observado na China.
Em resumo, os números da China funcionam como um termômetro do desafio brasileiro: enquanto o país asiático já consolida uma rede robusta e diversificada, o Brasil ainda caminha em passos lentos, mas com oportunidades claras de crescimento e inovação no setor. Mesmo comparado a países da Europa e EUA, a rede chinesa é significativamente maior.
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