Europa bate recorde: 54% da eletricidade é renovável no 2º trimestre
Energia solar lidera o mix renovável e países como Dinamarca e Itália registram altos índices
Antes dependente em grande parte de fontes fósseis para geração de eletricidade, a Europa tem se esforçado para tornar sua matriz mais limpa. No segundo trimestre de 2025, mais da metade da energia elétrica produzida na União Europeia teve origem em fontes renováveis, com destaque para a energia solar, que registrou um novo recorde.
Dados recentes da Eurostat mostram que entre abril e junho deste ano, 54% da eletricidade gerada na UE era proveniente de fontes verdes, acima dos 52,7% registrados no mesmo período de 2024.
O crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da produção de energia solar fotovoltaica, que atingiu 122.317 GWh, representando quase 20% do total. Em junho, o sol chegou a liderar a geração elétrica pela primeira vez na história, com 22%, superando nuclear (21,6%), eólica (15,8%), hidrelétrica (14,1%) e gás natural (13,8%).
O parque eólico Hollandse Kust Zuid em Vattenfall
Participação por fonte em junho de 2025:
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Solar: 22%
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Nuclear: 21,6%
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Eólica: 15,8%
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Hidrelétrica: 14,1%
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Gás natural: 13,8%
Entre os países, a Dinamarca se destacou com quase 95% da energia elétrica proveniente de fontes renováveis, seguida por Letônia (93,4%), Áustria (91,8%), Croácia (89,5%) e Portugal (85,6%). A Itália manteve cerca de 60%, acima da média europeia. No extremo oposto, Eslováquia (19,9%), Malta (21,2%) e República Tcheca (22,1%) continuam com baixa participação de renováveis.
No total, 15 países registraram aumento anual na geração de eletricidade renovável, com Luxemburgo (+13,5 pontos percentuais) e Bélgica (+9,1 pp) liderando os avanços, impulsionados principalmente pela expansão da energia solar.
Comparação com o Brasil
Embora a Europa tenha alcançado este marco histórico, o Brasil segue muito à frente em termos de renovabilidade total. Segundo o Balanço Energético Nacional, a matriz elétrica brasileira encerrou 2024 com 88,2% da energia proveniente de fontes renováveis, principalmente hidrelétrica, com crescente participação de eólica e solar. Ou seja, enquanto a UE avança significativamente, o Brasil já mantém uma das matrizes mais limpas do mundo.
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