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IPVA SP muda regras para híbridos e retoma cobrança em 2026

Limite para isenção em SP sobe para R$ 261 mil em 2026. Veja o cronograma de retorno do imposto

Toyota Corolla Cross Hybrid XRX 2025 - panorama frontal
Foto de: Motor1.com

O governo do Estado de São Paulo anunciou o reajuste do teto de valor para a isenção do IPVA de veículos movidos a hidrogênio e híbridos no exercício de 2026. O limite passará dos atuais R$ 250 mil para R$ 261.154,45, conforme atualização prevista na lei que determina a correção anual do valor com base no IPCA.

Na prática, o ajuste apenas recompõe a inflação acumulada no período, sem ampliar o alcance do benefício. Ainda assim, ele garante que modelos que já se enquadravam na regra não sejam automaticamente excluídos por reajustes de preços praticados pelas montadoras.

A Secretaria da Fazenda e Planejamento de São Paulo (Sefaz-SP) reforça que o novo teto valerá exclusivamente para veículos que atendam aos critérios técnicos definidos em lei, tanto no caso dos modelos a hidrogênio quanto dos híbridos.

Para usufruir da isenção total do IPVA em 2026, o valor do veículo não pode ultrapassar R$ 261.154,45. No caso dos automóveis movidos exclusivamente a hidrogênio, a isenção segue integral, desde que respeitado o limite de preço.

Galeria: Avaliação Toyota Corolla Cross XRX Hybrid 2025

Já para os híbridos, as exigências são mais específicas. O modelo precisa combinar motor elétrico e motor a combustão, sendo obrigatória a compatibilidade do propulsor térmico com etanol - seja flex ou dedicado. Além disso, o sistema elétrico deve contar com motor de potência mínima de 40 kW e bateria com tensão igual ou superior a 150 volts.

Esses critérios, adotados desde a reformulação da política paulista, deixam de fora híbridos leves e sistemas de eletrificação mais simples, concentrando o benefício em veículos com maior participação do conjunto elétrico na tração - ainda que, na prática, o alcance fique restrito aos híbridos flex, como os da Toyota. Modelos HEV a gasolina e todos os PHEVs não se enquadram na isenção.

Toyota - Estação de hidrogenio a etanol (2)

2026 marca o fim da isenção integral

Apesar do reajuste do teto, o anúncio vem acompanhado de um ponto-chave: 2026 será o último ano de isenção total do IPVA para veículos híbridos e a hidrogênio em São Paulo.

A partir de 2027, entra em vigor o cronograma de retomada gradual da cobrança do imposto, aprovado anteriormente pelo Estado. O calendário prevê uma reintrodução escalonada da alíquota até que ela atinja o patamar cheio, de 4%, em 2030.

O cronograma definido é o seguinte:

  • 2027: cobrança de 1%
  • 2028: cobrança de 2%
  • 2029: cobrança de 3%
  • 2030 em diante: alíquota integral de 4%

Para o mercado, o reajuste do teto tem pouco efeito no curto prazo, já que acompanha apenas a inflação. O ponto mais relevante é o horizonte de encerramento da isenção, que passa a pesar no custo total de propriedade desses veículos nos próximos anos.

O que você pensa sobre isso?

Com preços médios elevados e margens cada vez mais pressionadas, especialmente nos híbridos importados, a retomada do IPVA tende a influenciar estratégias de precificação, versões oferecidas e até decisões de nacionalização de alguns modelos.

Crédito: Sefaz-SP / ABVE

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