Nova bateria da MG promete até 1.000 km e estreia no MG4 Urban
Tecnologia semissólida estreia na Europa com o MG4 Urban e promete mais autonomia e segurança
A espera está perto do fim: depois de estrear na China, as baterias semissólidas estão prestes a chegar à Europa. A responsável por liderar esse movimento é a MG, que já iniciou a produção em série da chamada SolidCore Battery, tornando-se a primeira marca a levar essa tecnologia para produção em larga escala.
O primeiro modelo a utilizar o sistema será o MG4 EV Urban, previsto para chegar ao mercado europeu a partir de maio. Inicialmente, o hatch terá baterias LFP convencionais, mas versões com células semissólidas devem ser introduzidas posteriormente, ainda em 2026.
Autonomia pode chegar a 1.000 km
A promessa da nova tecnologia é clara: mais autonomia, maior segurança e recarga mais rápida. No longo prazo, a MG trabalha com o objetivo de alcançar até 1.000 km de autonomia, com densidade energética próxima de 300 Wh/kg.
Para o MG4 Urban com essa tecnologia, a expectativa inicial é de algo acima de 600 km de alcance, embora o modelo ainda esteja em fase de homologação europeia.
Bateria de estado semissólido da MG
Os avanços não se limitam ao alcance. A bateria semissólida também melhora o desempenho em condições adversas, especialmente no frio, um ponto crítico para elétricos.
Segundo a MG, os ganhos incluem:
- Até 15% mais velocidade de recarga em baixas temperaturas
- Cerca de 20% mais potência imediata
- Dobro da capacidade de descarga em condições de frio extremo
- Funcionamento estável até -30 °C, mantendo desempenho consistente
Outro ponto importante é a composição: cerca de 95% do eletrólito é sólido, o que aumenta a estabilidade térmica e reduz riscos em comparação às baterias convencionais.
Galeria: Bateria semissólida da MG
Passo antes do estado sólido total
A tecnologia semissólida funciona como uma etapa intermediária entre as baterias atuais e as futuras baterias totalmente sólidas, que ainda estão em desenvolvimento.
A própria MG já trabalha nessa próxima geração e estima que baterias 100% sólidas possam chegar ao mercado em cerca de três anos.
O movimento da MG é relevante porque antecipa uma transição que a indústria ainda trata, em grande parte, como promessa. Ao levar a bateria semissólida para produção em escala, a marca reduz a distância entre laboratório e mercado, especialmente em modelos de volume como o MG4.
Se isso se confirmar na prática, o impacto não será só técnico, mas também competitivo, com reflexos diretos em autonomia, custo e posicionamento dos elétricos nos próximos anos. E não custa lembrar que o MG4 Urban já foi confirmado para o Brasil, no entanto, sem essa bateria semissólida, ao menos nesse primeiro momento.
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