BYD Dolphin Mini ganha radar e até 405 km de autonomia na China
Hatch elétrico mais vendido do Brasil evolui com mais tecnologia, novos itens e condução assistida
Fenômeno de vendas no Brasil, o BYD Dolphin Mini acaba de passar por uma importante atualização na China. Conhecido localmente como Seagull, o hatch elétrico foi lançado na linha 2026 com novidades em tecnologia, equipamentos e autonomia, além de um sistema avançado de assistência à condução que inclui sensor a laser, chamado pela marca de “God’s Eye B”.
A novidade chama atenção especialmente porque o Dolphin Mini se consolidou rapidamente no mercado brasileiro. Em abril, o hatch foi o sexto carro mais vendido do país no ranking geral, superando modelos tradicionais como o Hyundai HB20 e reforçando o peso crescente dos elétricos compactos no mercado nacional.
BYD Dolphin Mini (Seagull) 2026
Na China, o Seagull 2026 chega em quatro versões, com preços entre 69.900 e 85.900 yuan, algo entre R$ 50,3 mil e R$ 61,8 mil em conversão direta. Já as versões equipadas com o pacote opcional de condução assistida avançada custam 90.900 e 97.900 yuan, equivalentes a cerca de R$ 65,4 mil e R$ 70,5 mil, respectivamente.
Do elétrico básico ao compacto tecnológico
A principal novidade do hatch está no pacote opcional DiPilot 300, também chamado de “God’s Eye B”, que adiciona um sensor do tipo LiDAR, frequentemente associado a carros mais sofisticados e caros.
Na prática, o sistema permite funções mais avançadas de assistência à condução, incluindo navegação assistida em ambiente urbano (CNOA), reconhecimento de semáforos com leitura do tempo restante, capacidade de contornar obstáculos, condução em rotatórias e respostas mais refinadas em diferentes cenários de tráfego.
O modelo também passou a trazer itens de segurança mais sofisticados, como monitoramento do motorista (DMS), alerta de colisão dianteira e traseira, frenagem automática de emergência (AEB), gravador de condução em cinco direções e câmera panorâmica em alta definição.
O movimento mostra como a BYD está elevando rapidamente o conteúdo tecnológico até mesmo dos seus modelos de entrada, algo impulsionado pela concorrência crescente no segmento de compactos elétricos na China.
Novos equipamentos
Além da tecnologia, o Seagull 2026 recebeu uma série de melhorias em conforto e conveniência. O hatch ganhou nova central multimídia DiLink 150 com tela de 12,8 polegadas, carregador de celular sem fio de 50W, banco do motorista com ajuste elétrico em seis posições e até aquecimento dos bancos dianteiros, algo incomum no segmento.
Outras novidades incluem ar-condicionado automático, volante com ajuste em quatro direções, retrovisores com aquecimento, chave NFC pelo celular e função V2L (Vehicle-to-Load), que permite alimentar aparelhos externos usando a bateria do carro.
No conjunto mecânico, não houve mudanças relevantes. Todas as versões seguem equipadas com um motor elétrico de 55 kW (75 cv) e 135 Nm de torque. As baterias continuam em duas capacidades: 30,08 kWh, com alcance de 305 km, e 38,88 kWh, suficiente para 405 km no ciclo chinês CLTC.
O que isso significa para o Brasil?
Ainda não há confirmação sobre a adoção dessas novidades no Dolphin Mini vendido no Brasil. No entanto, a atualização serve como indicativo da direção tecnológica da BYD para um de seus modelos mais importantes globalmente.
A evolução acontece em um momento no qual a marca enfrenta pressão crescente no mercado chinês de elétricos compactos, com rivais como Geely e Leapmotor elevando rapidamente o nível de tecnologia da categoria. Na prática, isso pode acelerar a chegada de mais equipamentos e sistemas de assistência também nos mercados internacionais, incluindo o brasileiro.
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