Brasil vende quase 45 mil eletrificados em maio: novo recorde histórico
Participação dos eletrificados salta de 7,8% para 17% em apenas 12 meses, segundo a ABVE
Quem acompanha o mercado de eletrificados no Brasil já se acostumou a ler a palavra "recorde" quase todos os meses. O segmento vem renovando sucessivamente suas máximas históricas e deixando para trás marcas que pareciam distantes há poucos anos. Em maio, porém, os números revelam algo além: a eletrificação está deixando de ser um nicho para ganhar escala dentro da indústria automotiva.
Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que os eletrificados responderam por 17% das vendas de automóveis e comerciais leves em maio. Foram 44.981 unidades emplacadas no período, volume 170,3% superior ao registrado um ano antes e suficiente para mais que dobrar a participação do segmento no mercado nacional.
Na comparação com maio do ano passado, quando foram emplacadas 16.641 unidades, o crescimento chegou a 170,3%. Em relação a abril deste ano, quando o segmento somou 38.516 unidades, a alta foi de 16,8%.
O resultado reforça uma tendência que vem se consolidando ao longo de 2026. Em janeiro, os eletrificados representavam 14,6% do mercado brasileiro. O índice ficou em 14,1% em fevereiro, 13,7% em março, 16,2% em abril e atingiu o recorde de 17% em maio.
Outro dado que chama atenção é o peso dos veículos com recarga externa. Dos 44.981 eletrificados vendidos em maio, 36.795 eram modelos plug-in, o equivalente a 82% do total. Os elétricos a bateria (BEV) responderam por 20.974 unidades, enquanto os híbridos plug-in (PHEV) somaram 15.821 emplacamentos. Juntos, os dois grupos representaram mais de quatro em cada cinco eletrificados vendidos no país.
Entre os híbridos sem recarga externa, os modelos HEV registraram 4.273 unidades vendidas no mês, enquanto os HEV Flex chegaram a 3.913 emplacamentos.
A expansão do mercado também coincide com o avanço da produção nacional. Segundo a ABVE, os veículos fabricados ou montados no Brasil responderam por 39% das vendas de eletrificados em maio, contra apenas 6% um ano antes. No mesmo período, a participação dos importados caiu de 94% para 61%, indicando uma mudança gradual no perfil da oferta disponível ao consumidor brasileiro.
Para o presidente da ABVE, Ricardo Bastos, o crescimento da produção local começa a criar um efeito multiplicador sobre toda a cadeia da eletromobilidade, impulsionando investimentos em infraestrutura de recarga, baterias e autopeças. O desempenho de maio reforça a percepção de que a eletrificação deixou de ser um nicho e passou a ocupar uma posição cada vez mais relevante dentro do mercado automotivo nacional.
Fonte: ABVE
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