Ir para o conteúdo principal

Chevrolet inicia produção do Captiva EV no Ceará; PHEV pode ser próximo

GM confirma terceiro veículo para a fábrica do Ceará em 2026, e Captiva PHEV surge como principal candidato

Chevrolet Captiva EV no PACE
Foto de: Motor1 Brasil

A GM iniciou oficialmente a produção do Chevrolet Captiva EV na Planta Automotiva do Ceará (PACE), em Horizonte (CE), ampliando sua operação de veículos eletrificados no Brasil. O movimento marca uma nova etapa da estratégia da montadora no país e reforça a aposta em produção local para atender à crescente demanda por modelos eletrificados.

Com o início da montagem do Captiva EV, a unidade cearense passa a produzir dois veículos da marca: o SUV elétrico e o Chevrolet Spark EUV, cuja produção local começou no fim de 2025. Segundo a GM, o Brasil é o primeiro mercado fora da China a fabricar ambos os modelos.

Chevrolet Captiva EV: início da montagem nacional
Foto de: Motor1 Brasil

Mais importante que o anúncio do Captiva EV, porém, foi outro sinal dado pela fabricante: a PACE receberá até o fim de 2026 uma terceira linha de produção para um novo veículo equipado com uma “tecnologia inédita” para a Chevrolet no país.

Embora a empresa não tenha revelado qual será o modelo nem o tipo de motorização, o cenário aponta para uma possibilidade bastante clara: a chegada do primeiro híbrido plug-in da marca produzido localmente.

Chevrolet Captiva EV: início da montagem nacional
Foto de: Motor1 Brasil

A principal aposta do mercado hoje é o Chevrolet Captiva PHEV. A versão híbrida plug-in do SUV já é comercializada em mercados vizinhos, como a Argentina, e unidades do modelo já foram flagradas em testes no Brasil. Como utiliza a mesma base do Captiva EV, sua produção local exigiria adaptação relativamente limitada na linha já existente.

A hipótese também faz sentido do ponto de vista comercial. Apesar do avanço dos carros 100% elétricos, os híbridos plug-in seguem ganhando tração no Brasil, especialmente em segmentos de maior volume, como SUVs médios. Para muitos consumidores, a combinação entre autonomia elétrica para trajetos urbanos e motor a combustão para viagens ainda representa uma transição mais confortável para a eletrificação.

Galeria: Chevrolet Captiva EV: início da montagem nacional

Na prática, a GM está replicando no Brasil uma estratégia já usada por fabricantes chinesas: primeiro validar a demanda com veículos importados, depois avançar para montagem local conforme o mercado amadurece.

Segundo Thomas Owsianski, presidente da GM América do Sul, a expansão da operação acompanha justamente essa lógica de crescimento gradual.

“À medida que a demanda evolui, temos condição de ampliar gradualmente a operação no Brasil, incorporar novos produtos e desenvolver novas capacidades”, afirmou o executivo.

Galeria: Chevrolet Captiva EV Premier (BR)

A expansão da PACE também terá impacto no emprego e na capacidade produtiva. Com a chegada do Captiva EV, a planta ampliará em cerca de 50% seu quadro atual de funcionários. Hoje, a unidade tem capacidade para produzir cerca de 20 mil veículos por ano entre Spark EUV e Captiva EV. Em uma futura etapa de expansão, esse volume poderá mais que dobrar.

Segundo Rodrigo Teixeira, vice-presidente da Comexport e acionista da PACE, a planta pode alcançar até 50 mil veículos anuais.

O que você pensa sobre isso?

Esses eventos mostram que o Ceará começa a ganhar importância entro da estratégia de eletrificação da Chevrolet na América do Sul. Se a terceira linha realmente for destinada ao Captiva PHEV, a GM poderá usar a planta não apenas para ampliar sua presença em elétricos, mas também para disputar um segmento que hoje concentra parte relevante da demanda por veículos eletrificados no Brasil.

Resta acompanhar como o mercado reagirá ao movimento da Chevrolet e qual será o impacto do processo de nacionalização na demanda pelos dois elétricos. A resposta ajudará a marca a definir os próximos passos da eletrificação no portfólio local. 

Compartilhe este artigo