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Novo BMW iX5 quer reinventar os carros da alemã; veja o que muda

Quinta geração irá apostar em multienergia e será SUV com linha mais ampla de opções, indo desde diesel até hidrogênio

BMW iX5 Hidrogênio (2026)
Foto de: BMW

A BMW inicia uma nova fase para um de seus modelos mais importantes. Depois de quase três décadas mantendo a mesma fórmula, o SUV X5 chega à sua quinta geração inaugurando uma plataforma preparada para diferentes formas de propulsão, baseada na filosofia Neue Klasse.

Do tipo multienergia, a nova arquitetura foi desenvolvida para receber motores a gasolina, diesel, híbridos plug-in, elétricos a bateria e, futuramente, célula de combustível a hidrogênio. Mais do que ampliar a oferta de versões, a estratégia mostra que a fabricante alemã ainda acredita na convivência entre diferentes tecnologias durante a transição para a eletrificação.

Essa mudança também altera a forma como a BMW organiza sua gama. Até agora, os modelos elétricos da família iX ocupavam um espaço próprio dentro do portfólio, enquanto os veículos a combustão evoluíam em uma linha paralela.

Com a nova geração do X5, essa separação começa a desaparecer. A mesma arquitetura passa a servir de base para diferentes sistemas de propulsão, reduzindo a distância entre as famílias da marca e oferecendo maior flexibilidade para mercados que avançam em ritmos distintos rumo à eletrificação.

BMW X5 40xDrive (2026)
Foto de: BMW

Nova plataforma e nova geração de baterias

O iX5 é a principal vitrine tecnológica dessa nova fase. O SUV estreia a arquitetura elétrica de 800 volts da BMW em um modelo de maior porte, elevando a potência de recarga e permitindo maior eficiência energética. Mais do que simplesmente aumentar a capacidade da bateria, a fabricante redesenhou todo o conjunto para aproveitar melhor o espaço disponível.

O pacote utiliza células cilíndricas maiores do que as apresentadas recentemente no iX3. Segundo a BMW, o aumento nas dimensões das células resulta em cerca de 30% mais energia utilizável. A fabricante também abandona a construção tradicional por módulos e adota o conceito cell-to-pack, no qual as células passam a integrar diretamente a estrutura da bateria. A solução reduz componentes internos, melhora a densidade energética e simplifica a construção do conjunto.

BMW iX5 Hydrogen: imagem de raio-X com pilha frontal, bateria traseira e bujão de gás

Raio-X do BMW IX5 a hidrogênio

Foto de: BMW

A primeira versão totalmente elétrica utiliza uma bateria de 141 kWh e dois motores elétricos, um em cada eixo, entregando 578 cv e 81,9 kgfm de torque. A autonomia chega a até 845 km pelo ciclo europeu WLTP. A arquitetura de alta tensão também permite elevar significativamente a potência de recarga em corrente contínua, reduzindo o tempo necessário em carregadores ultrarrápidos.

Cinco formas de propulsão, uma única base

Enquanto diversas fabricantes optaram por separar plataformas dedicadas para veículos elétricos e modelos a combustão, a BMW segue um caminho diferente. O novo X5 será oferecido com cinco tipos de propulsão utilizando a mesma arquitetura.

Além da versão elétrica, o SUV terá opções equipadas com motor a gasolina, híbridas plug-in, diesel e, futuramente, célula de combustível a hidrogênio, prevista para chegar em 2028. A proposta permite adaptar o mesmo projeto às necessidades de diferentes mercados sem desenvolver plataformas completamente independentes.

Em alguns países, como os Estados Unidos, a gama contará inicialmente com o X5 40 a gasolina, equipado com motor seis-em-linha 3.0 de 406 cv e 59,1 kgfm. As versões híbridas plug-in X5 50e e X5 M60e utilizarão o mesmo seis cilindros associado a uma bateria de 26,5 kWh para entregar 496 cv e 621 cv, respectivamente. Já entre os elétricos, ao menos por enquanto, o iX5 60 será a única configuração disponível.

BMW iX5 xDrive60 2027
Foto de: BMW

Software ganha papel central

As mudanças do novo X5 vão além do conjunto mecânico. O SUV também estreia uma evolução do Heart of Joy, controlador eletrônico responsável por gerenciar aceleração, frenagem, regeneração de energia e distribuição de torque de forma integrada.

Na prática, a BMW substitui diversas unidades eletrônicas independentes por um único cérebro de processamento, capaz de coordenar praticamente toda a dinâmica do veículo. A integração reduz o tempo de resposta dos sistemas e permite controlar com mais precisão a entrega de potência, a regeneração e a atuação da tração integral, especialmente nas versões elétricas.

Essa transformação também se reflete no interior. O painel adota a linguagem inaugurada pela Neue Klasse e combina a central multimídia de 17,9'' com o Panoramic Vision, sistema que projeta informações ao longo da base do para-brisa para reduzir a necessidade de o motorista desviar o olhar da estrada. Há ainda uma tela opcional para o passageiro dianteiro, enquanto praticamente todas as funções do veículo passam a ser centralizadas na nova arquitetura digital.

A estratégia acompanha uma tendência cada vez mais presente na indústria: transformar o automóvel em uma plataforma definida por software. Para isso, o novo X5 estreia o Operating System X, desenvolvido sobre a base Android Open Source Project, permitindo atualizações remotas frequentes e maior integração entre os diferentes módulos eletrônicos do veículo.

Outro destaque é o assistente virtual baseado em inteligência artificial. Além de comandos de voz mais naturais, o sistema poderá aprender os hábitos do motorista e automatizar determinadas rotinas, como ajustes de climatização, posição dos bancos e outras funções da cabine de acordo com o uso diário.

2027 BMW iX5 60

2027 BMW iX5 60

Foto de: BMW

Um exterior totalmente novo

Embora a tecnologia seja a grande protagonista desta geração, o novo X5 também estreia uma identidade visual completamente diferente. A dianteira adota os novos faróis "Double-X", que podem - ou não - lembrar o logotipo de um certo aplicativo de rede social. Ao acionar um comando, eles ficam amarelos, em uma referência aos clássicos modelos BMW M. Caso o proprietário prefira um visual mais discreto, há um botão na cabine que desativa a barra luminosa da esquerda.

Na lateral, outra novidade chama atenção: desapareceram as maçanetas convencionais. A BMW seguiu o caminho de marcas como Ford e Volvo e adotou maçanetas "em asa", acionadas por botão. Além de deixar o desenho mais limpo, a solução foi apresentada pela marca como um exemplo da sua "competência de engenharia". As portas também podem ser abertas e fechadas pela chave ou pelo aplicativo da BMW no smartphone, recurso semelhante ao já visto na Série 7.

2027 BMW iX5 60
2027 BMW iX5 60
2027 BMW iX5 60
Fotos de: BMW
Fotos de: BMW

Na traseira está, talvez, a mudança mais polêmica - ou seria uma subtração? A tradicional tampa bipartida do X5, presente desde a primeira geração, deixou de existir. Segundo a BMW, a decisão foi tomada com base no feedback dos clientes e também para melhorar a aerodinâmica do SUV. Seja qual for o motivo, é o fim de uma das características mais marcantes da história do modelo.

O que você pensa sobre isso?

Independentemente das escolhas de design, a quinta geração do X5 representa uma mudança muito maior do que uma simples reestilização. Ao combinar uma nova arquitetura multienergia, uma geração inédita de baterias, uma plataforma eletrônica mais sofisticada e cinco opções de propulsão, a BMW transforma um de seus modelos mais tradicionais na vitrine tecnológica da marca para os próximos anos.

Os preços do novo X5 ainda não foram divulgados, mas a expectativa é de um aumento em relação ao modelo atual. A chegada às concessionárias está prevista para o fim de 2026.

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