Geely quer entrar no Top 5 mundial até 2030 e aposta em fábrica no Brasil
No E-Days, Ariel Montenegro afirmou que produção local será peça-chave para expansão da marca no país
A Geely pretende figurar entre as cinco maiores montadoras do mundo até 2030, com uma meta de comercializar cerca de 6,5 milhões de veículos por ano. Para atingir esse objetivo, o Brasil deve deixar de ser apenas um mercado importador e ganhar papel estratégico na expansão internacional da companhia.
A avaliação foi apresentada por Ariel Montenegro, presidente e diretor-geral da Renault Geely Brasil, durante sua participação no E-Days, ao detalhar a estratégia global da fabricante chinesa e os planos para consolidar sua operação no mercado brasileiro.
Segundo o executivo, a Geely ocupa atualmente a oitava posição entre os maiores grupos automotivos do mundo e estabeleceu um plano de crescimento para alcançar o Top 5 até o fim da década.
"Hoje somos o oitavo maior grupo automotivo do mundo. A nossa ambição é estar entre os cinco maiores até 2030, chegando a cerca de 6,5 milhões de veículos vendidos por ano", afirmou Montenegro.
Para sustentar essa expansão, o Brasil terá papel mais amplo do que apenas receber veículos importados. Montenegro explicou que a estratégia da empresa passa pela utilização da estrutura industrial da Renault em São José dos Pinhais (PR), preparada para receber novos produtos da Geely.
Galeria: Geely EX2 - lançamento no Brasil
Segundo ele, a fábrica passou por uma ampla modernização nos últimos anos, com a implantação da plataforma industrial GEA e a atualização dos processos produtivos para ampliar a flexibilidade da unidade.
"Não queremos ser apenas uma marca importadora. O Brasil faz parte da estratégia de crescimento da Geely e a produção local é um passo importante para consolidar essa operação", disse.
Além de reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade da marca no mercado brasileiro, a produção nacional também deverá permitir maior rapidez na introdução de novos modelos e maior integração entre Renault e Geely.
Geely EX5 EM-i (2026) - lançamento
Durante a apresentação, Montenegro destacou que a parceria entre as duas empresas vai além da comercialização de veículos e envolve uma estratégia global de compartilhamento de tecnologias, plataformas e capacidade industrial, permitindo acelerar a expansão da Geely em mercados considerados estratégicos.
"Nós não estamos falando apenas de vender carros. Estamos construindo uma operação de longo prazo, com indústria, tecnologia e desenvolvimento local", afirmou.
A estratégia também acompanha a rápida internacionalização da Geely. Nos últimos anos, o grupo ampliou sua presença global por meio de marcas próprias e participações em fabricantes como Volvo, Polestar, Lotus e Smart, além da joint venture criada com a Renault.
Para o executivo, esse modelo de colaboração será um dos pilares para atingir a meta de crescimento até 2030, tendo o Brasil como um dos mercados relevantes na expansão da companhia fora da China.
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