Infraestrutura de recarga já acompanha crescimento dos elétricos, diz Tupi
No E-Days, Davi Bertoncello afirmou que a expansão da rede reduziu uma das principais barreiras aos elétricos
A rápida expansão da infraestrutura de recarga mudou o cenário da mobilidade elétrica no Brasil e reduziu uma das principais preocupações de quem pretende comprar um carro elétrico: encontrar onde recarregar. A avaliação foi feita por Davi Bertoncello, CEO e cofundador da Tupi, durante painel realizado no E-Days.
Segundo o executivo, o crescimento da rede pública de recarga nos últimos anos tornou a experiência do usuário mais previsível e ampliou a confiança de quem considera migrar para um veículo elétrico.
"Hoje é seguro dizer que quem decide comprar um carro elétrico dificilmente vai ficar na mão por falta de infraestrutura", afirmou Bertoncello.
Durante o painel, o executivo lembrou que o Brasil contava com cerca de 350 pontos públicos de recarga em 2019. Hoje, esse número supera 25 mil carregadores públicos e semipúblicos, resultado de investimentos realizados por montadoras, empresas de energia, operadores independentes e redes especializadas.
Na avaliação de Bertoncello, a expansão da infraestrutura acompanhou o crescimento da frota eletrificada e passou a oferecer uma cobertura suficiente para atender a maior parte dos deslocamentos urbanos e um número crescente de viagens rodoviárias.
"A infraestrutura evoluiu muito mais rápido do que muita gente imaginava. Hoje ela acompanha o crescimento do mercado e continua avançando."
Segundo o executivo, outro fator importante foi a profissionalização do setor de recarga. Se, nos primeiros anos, boa parte dos investimentos estava concentrada nas próprias montadoras, atualmente há empresas dedicadas exclusivamente ao desenvolvimento, operação e integração das redes de carregamento.
Esse movimento contribuiu para ampliar a disponibilidade de carregadores rápidos, integrar diferentes operadores por meio de aplicativos e tornar a experiência do usuário mais simples, especialmente em viagens de longa distância.
"Hoje existe uma indústria dedicada à infraestrutura de recarga. Isso mostra que o mercado ganhou escala e passou a caminhar com dinâmica própria."
Embora reconheça que ainda existam regiões com menor cobertura, Bertoncello avalia que a infraestrutura brasileira atingiu um estágio de maturidade suficiente para acompanhar o crescimento dos veículos eletrificados. Segundo ele, a expansão da rede deverá continuar nos próximos anos, reduzindo ainda mais uma das principais barreiras para a adoção da tecnologia no país.
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