Bicicletas elétricas passam a fazer parte de condomínios residenciais
Projeto entre LEV e Cury inclui e-bikes, compartilhamento e manutenção em empreendimentos residenciais
A mobilidade elétrica começa a ganhar espaço também dentro dos empreendimentos residenciais. Em uma iniciativa que aproxima o mercado imobiliário da micromobilidade, a LEV e a Cury Construtora anunciaram uma parceria que prevê a oferta de bicicletas elétricas e serviços de manutenção em condomínios, incorporando uma nova opção de deslocamento ao dia a dia dos moradores.
O projeto contempla dois formatos distintos. Em alguns empreendimentos, os compradores receberão uma bicicleta elétrica como parte da aquisição do imóvel. Em outros, os condomínios contarão com uma frota de bicicletas elétricas compartilhadas, disponível para aluguel pelos moradores.
A iniciativa será aplicada inicialmente ao empreendimento Luzes do Rio, localizado na região do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Segundo as empresas, a previsão é disponibilizar cerca de 1.600 bicicletas elétricas aos futuros moradores, em uma área atendida por diferentes modais de transporte, como VLT, metrô, linhas de ônibus e infraestrutura cicloviária.
Além da oferta das bicicletas, a parceria inclui serviços de manutenção. Nos empreendimentos em que os compradores receberão uma e-bike, a LEV instalará uma oficina dentro do condomínio para atender os moradores. Já nos condomínios que adotarem o sistema de compartilhamento, equipes da empresa realizarão manutenções periódicas na frota.
Segundo Aneliza Lima, CFO do Grupo LEV, a proposta busca garantir que os equipamentos permaneçam disponíveis para uso ao longo do tempo, reduzindo uma das principais barreiras da micromobilidade elétrica: a manutenção dos veículos.
A iniciativa acompanha um cenário de expansão das bicicletas elétricas no Brasil. Dados da Aliança Bike apontam que o segmento movimenta aproximadamente R$ 511 milhões por ano, enquanto a frota nacional já supera 212 mil bicicletas elétricas em circulação, impulsionada pela busca por alternativas de deslocamento para trajetos curtos e médios nas grandes cidades.
Assim, empreendimentos residenciais começam a ampliar a oferta de infraestrutura voltada à mobilidade, incluindo bicicletários, espaços para micromobilidade e integração com sistemas de transporte coletivo. A bicicleta elétrica passa a ser considerada não apenas um equipamento individual, mas também um serviço oferecido aos moradores.
Para Rodrigo Affonso, cofundador do Grupo LEV, integrar a bicicleta elétrica à experiência residencial contribui para ampliar as opções de deslocamento urbano e reduzir a dependência do automóvel nos trajetos do dia a dia.
Embora ainda seja uma iniciativa pontual, a parceria sinaliza um movimento de aproximação entre o setor imobiliário e a mobilidade elétrica leve. Em vez de limitar a discussão à localização do empreendimento, o conceito passa a considerar também como o morador se desloca pela cidade, incorporando soluções que podem complementar o transporte público e oferecer uma alternativa para os deslocamentos cotidianos.
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