SUV estreará versão melhorada da plataforma do Taycan

O Taycan não será o único carro elétrico da Porsche. A fabricante já confirmou que o novo Porsche Macan terá uma versão elétrica, usando a mesma plataforma e motorização elétrica que o sedã. A marca não quis falar muito sobre ele, revelando apenas que aproveitará o sistema de recarga de 800V do Taycan. Agora rumores dizem que pode ter 700 cv.

Uma reportagem publicada pela revista Autocar revela um pouco mais sobre o Porsche Macan elétrico. De acordo com Julian Baumann, diretor de SUVs da Porsche, o futuro elétrico será vendido lado a lado com as versões a combustão, para agradar os dois tipos de clientes. E a Porsche concorda com a visão de Baumann de que "alguns clientes não estão prontos para os EVs."

Galeria: Porsche Macan S 2019 - Primeiras Impressões

Ainda assim, o Macan elétrico será totalmente diferente de seu predecessor e também da versão a combustão. Isso porque será construído com uma outra plataforma, uma evolução da que é usada pelo Taycan. A Autocar explica que esta arquitetura se chama Premium Platform Electric (PPE), dedicada para uso na Porsche e na Audi e que recebeu mudanças para seja a base de sedãs esportivos quanto de SUVs.

Desta forma, os desafios de desenvolver um Macan elétrico são os mesmos que a Prosche encontrou com o Taycan. Muitos detalhes como aerodinâmica e peso das baterias tiveram que ser considerados para garantir que seja um carro com bom desempenho. Mas mesmo que tenha uma plataforma diferente, Baumann garante que o Macan manterá o DNA do Taycan, o que significa que continuará a ser bem esportivo.

O executivo ainda revelou que as versões mais potentes do Macan 2020, chamadas Turbo e Turbo S, terão cerca de 700 cv e mais de 100 kgfm de torque. Assim como o Taycan, a força será transmitida para as quatro rodas através de dois motores, um em cada eixo. Ainda terá algumas versões menos potentes, que chegarão em um segundo momento.

A Porsche ainda considera usar baterias sólidas em seus carros, mas deve levar entre cinco a sete anos para que esta tecnologia comece a equipar os veículos.