Ir para o conteúdo principal

IM Motors, da SAIC, chega ao Brasil com carros definidos por software

Marca estreia em 2026 com foco em arquitetura elétrica e integração digital

IM Motors LS8
Foto de: EV AutoHome

A confirmação da chegada da IM Motors ao Brasil, prevista para o segundo semestre de 2026, indica uma mudança no tipo de produto que começa a entrar no país. Ligada ao grupo SAIC, a marca atua em um patamar acima da MG e concentra o desenvolvimento mais recente em eletrificação, software e integração digital.

O InsideEVs Brasil acompanha a agenda da montadora na China e apurou que a operação local deve começar com modelos já alinhados à estratégia global da marca, voltada a veículos com arquitetura eletrônica mais avançada e forte presença de sistemas digitais.

IM Motors LS8
Foto de: EV AutoHome

Na prática, isso aparece em soluções como direção totalmente eletrônica, plataformas preparadas para atualizações remotas e maior integração entre sistemas de assistência e software embarcado. É um pacote que já está consolidado no mercado chinês e começa a ganhar escala fora do país.

A estratégia também passa pela oferta de diferentes formas de eletrificação. Além dos modelos 100% elétricos, a marca vem ampliando o uso de sistemas com extensor de autonomia, nos quais o motor a combustão atua como gerador. Esse tipo de configuração tem ganhado espaço na China e aparece como alternativa para mercados onde a infraestrutura de recarga ainda está em expansão.

IM Motors LS8

IM Motors LS8

Foto de: EV AutoHome

O que você pensa sobre isso?

Entre os modelos, o LS6 surge como principal candidato a inaugurar a marca no Brasil. O SUV reúne arquitetura de alta tensão, foco em recarga rápida e pacote tecnológico mais completo, posicionando-se acima do que a MG oferece atualmente. Nos bastidores, há indicações de que o modelo já estaria em processo de homologação para o mercado brasileiro, embora sem confirmação oficial.

IM S6

IM LS6

Foto de: SAIC

A chegada da IM Motors também reorganiza a atuação do grupo SAIC fora da China. Enquanto a MG segue como marca de volume, a nova operação assume um papel mais voltado à tecnologia e posicionamento, ampliando o alcance do grupo em diferentes segmentos.