IEV nas Lojas: como é de perto o novo Renault Kwid E-Tech 2026
Subcompacto elétrico de R$ 99.990 ganhou novo visual, telas maiores e ADAS, mas continua raro nas lojas
Parte da nova estratégia da Renault, agora em parceria com a Geely no Brasil, o Kwid E-Tech 2026 passou por uma atualização visual e tecnológica em outubro, mantendo o preço agressivo de R$ 99.990. O subcompacto elétrico ganhou design redesenhado, interior renovado e um pacote inédito de assistências à condução (ADAS). Apesar disso, segue raro nas concessionárias: apresentado apenas de forma digital à imprensa, o modelo ainda é difícil de encontrar nas lojas da marca.
Apresentado apenas digitalmente para a imprensa, sem test-drive, poucos tiveram acesso às novidades do Kwid renovado pessoalmente. Por isso, fomos atrás de concessionários da marca francesa na região de São Paulo em busca de modelos à pronta entrega para os consumidores finais.
Para nossa surpresa, achar o carrinho não foi tarefa fácil. Com foco nos recém-lançados modelos da Geely e no SUV médio Boreal, a Renault acabou deixando o modelo em segundo plano também nas autorizadas. Ao todo visitamos três concessionárias e apenas uma, na região de Santo Amaro, zona sul, contava com uma unidade — escondida nos fundos do estoque, diga-se.
Pessoalmente, o subcompacto melhorou consideravelmente seu size impression, parecendo até um carro maior. Inspirado no Dacia Spring, mas com toques da francesa, o subcompacto agora conta com todas as peças externas da carroceria redesenhadas; apenas o teto foi mantido. Ele também perdeu o jeito de SUV em miniatura, parecendo mais com um hatch de fato.
As principais novidades, entretanto, ficam no interior. Se antes ele praticamente replicava o visto no modelo a combustão, agora há muito mais cuidado na combinação de texturas dos plásticos. Obviamente, para manter o preço abaixo dos R$ 100 mil, não há uso de tecidos nas portas ou no painel.
O painel de instrumentos passa a ser totalmente digital de 7'', enquanto a multimídia cresce para 10'' e passa a ser muito parecida com a utilizada no Kardian. Também do irmão maior está a manopla de câmbio do tipo joystick. O volante é novo, lembrando o utilizado no Boreal, mas com acabamento simplificado. Os comandos de som continuam em uma coluna atrás dele.
Como as dimensões não mudaram, a proposta mais voltada ao uso urbano continua. O espaço traseiro é mínimo, graças ao entre-eixos de 2.423 mm. Os bancos traseiros levam apenas quatro ocupantes, enquanto os dianteiros, com encosto inteiriço, seguem com pouco ajuste de altura e profundidade. O porta-malas também é um dos menores entre os elétricos disponíveis hoje, com 290 litros, mas ainda adequado ao segmento.
A parte de trem de força do Kwid E-Tech 2026 permaneceu a mesma, seguindo com motor elétrico de 65 cv (48 kW) e bateria de 26,8 kWh, que garantem autonomia de 180 km segundo o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV/Inmetro) — número que, na prática, pode chegar aos 240 ou 250 km com uma carga.
Segundo a Renault, os tempos de recarga variam conforme o tipo de carregador: menos de nove horas em tomada doméstica de 220 V, três horas em wallbox de 7 kW e 45 minutos em carga rápida DC de 30 kW, sempre entre 20 e 80%.
O grande destaque do modelo, além da renovação visual, é o acréscimo de assistências de segurança. Segundo a Renault, são 11 sistemas avançados de assistência à condução, o conjunto mais completo entre os compactos elétricos.
Entre eles estão frenagem autônoma de emergência (AEB), assistente e alerta de permanência em faixa (LKA/LDW), reconhecimento de placas de velocidade (TSR) e sensor de fadiga. O Kwid E-Tech traz ainda seis airbags de série, piloto automático, limitador de velocidade, câmera de ré e sensores de estacionamento dianteiro e traseiro.
O Renault Kwid E-Tech 2026 é oferecido em cinco cores. A única sem custo adicional é a Branco Polar, como a unidade que conferimos. Para as outras, os valores variam de R$ 1.000 para o Prata Diamond e R$ 1.500 para Azul Slate, Vermelho Terracota e Verde Noronha. O subcompacto tem garantia de fábrica de três anos; a bateria tem garantia de oito anos ou 120.000 km, o que ocorrer primeiro.
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