BYD Dolphin Mini 2027: preços, versões, equipamentos e autonomia
Elétrico parte de R$ 118.990 e tem versões GL e GS, com diferenças em bateria, autonomia, equipamentos e garantia para uso comercial
Seria o BYD Dolphin Mini o novo queridinho do mercado até a faixa dos R$ 120 mil? Ao menos nas vendas, parece que sim. De janeiro a agosto de 2026, por exemplo, foram 51.245 emplacamentos, pouco menos do que fez o Chevrolet Onix (62.060), mostrando que o subcompacto já virou opção de carro novo não só para quem já estava de olho em um elétrico, mas também para consumidores de carros a combustão nessa categoria.
Mas o que justifica esses números? Lançado em meados de 2024, o hatch foi o responsável pela queda dos hatches elétricos de entrada, que começavam em valores bem mais elevados do que os atuais. O falecido Renault Kwid E-Tech, por exemplo, chegou a ser oferecido por R$ 142.990 antes da chegada do modelo de entrada da BYD, em fevereiro daquele ano, por R$ 115.800.
Com o tempo, sofreu pequenas, mas importantes modificações, especialmente na tropicalização da suspensão, além de ter ganhado homologação para poder levar cinco passageiros no lugar da configuração original só com quatro. Hoje, ele é vendido em duas versões: a GL, de R$ 118.990, e a GS, de R$ 119.990. Abaixo, te contamos o que oferece cada uma.
Dolphin Mini GL
Lançada em meados de outubro de 2025, a versão GL chegou para ocupar o posto de opção de entrada e, apesar de mais barata, pouco difere visualmente da configuração comum. Com foco em frotistas, taxistas e também no público PcD, ela mantém itens como faróis e lanternas em LED, rodas de liga leve de 16", central multimídia de 10,1" e Auto Hold, mas economiza onde o corte pesa menos no visual.
A principal diferença está na bateria. A GL usa um conjunto Blade de 30,08 kWh, contra 38 kWh da GS, o que reduz a autonomia homologada pelo Inmetro de 280 para 224 km. A recarga rápida também cai de 40 para 30 kW, embora o carregamento AC continue limitado a 6,6 kW. O desempenho, por outro lado, é idêntico: são os mesmos 75 cv, 13,8 kgfm, 0 a 100 km/h em 14,9 segundos e máxima de 130 km/h.
Na cabine, a GL troca o banco elétrico do motorista por ajuste manual, perde a regulagem de profundidade do volante e abre mão do carregador por indução. O vidro do motorista também deixa de ter função de um toque e sistema antiesmagamento.
A perda mais importante está na segurança. A versão de entrada fica com quatro airbags, contra seis da GS, por abrir mão das bolsas laterais dianteiras. Na prática, porém, dificilmente o consumidor comum encontrará a GL exposta em concessionárias.
Versão GL não tem couro no volante nem carregador por indução
A BYD concentra a versão principalmente nas vendas diretas, onde os descontos podem derrubar o preço para perto dos R$ 109 mil. É justamente aí que ela começa a fazer sentido. Se aparecer na loja pelos R$ 118.990 da tabela, a economia de apenas R$ 1.000 dificilmente compensa as perdas em autonomia, bateria, equipamentos e segurança diante da GS.
Nas cores, a marca oferece tons que fogem bastante das opções monocromáticas tradicionais nessa faixa de preço. É o caso, por exemplo, do Azul Glacial e do Verde Broto. Nas primeiras unidades, havia ainda o Rosa Peach, que acabou saindo do catálogo. Já entre as mais tradicionais, há ainda o Preto Noite Polar e o Branco Apricity. Nenhuma delas tem custo adicional.
Dolphin Mini GS
A GS é a versão mais conhecida do Dolphin Mini e também aquela normalmente encontrada nas concessionárias. Tabelada em R$ 119.990, custa apenas R$ 1.000 a mais que a GL e recupera boa parte dos equipamentos retirados da configuração de entrada, além de trazer o conjunto de baterias maior.
São 38 kWh de capacidade, suficientes para 280 km de autonomia pelo Inmetro, 56 km a mais que na GL. A potência máxima de recarga rápida também sobe de 30 para 40 kW, enquanto motor e desempenho permanecem exatamente iguais, com 75 cv, 13,8 kgfm, máxima de 130 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 14,9 segundos.
Por dentro, voltam o banco do motorista com ajustes elétricos, a regulagem de profundidade do volante e o carregador de celular por indução. O vidro do motorista também conta com função de um toque e sistema antiesmagamento. Na segurança, a GS acrescenta os dois airbags laterais dianteiros, chegando a seis bolsas no total.
Medidas e motorização
Independentemente da versão, GL e GS são essencialmente o mesmo carro quando o quesito é dimensões. As duas contam sempre com 3,78 metros de comprimento, 21,4 cm a mais do que um Fiat Mobi e 29,4 cm a menos do que um Volkswagen Polo, além de 1,71 m de largura, 1,58 m de altura e 2,50 m de entre-eixos. O porta-malas, somente traseiro, leva 230 litros, enquanto o vão livre do solo é de 155 mm e o raio de giro, de 4,95 metros.
A diferença entre os dois aparece principalmente na balança. A GL pesa 1.165 kg em ordem de marcha, enquanto a GS chega a 1.239 kg, diferença de 74 kg explicada sobretudo pelo conjunto de baterias maior. O peso bruto total também muda, passando de 1.575 para 1.655 kg. Rodas, pneus e dimensões externas permanecem iguais.
| Medidas | Dolphin Mini GL | Dolphin Mini GS |
| Comprimento | 3.780 mm | 3.780 mm |
| Largura | 1.715 mm | 1.715 mm |
| Altura | 1.580 mm | 1.580 mm |
| Entre-eixos | 2.500 mm | 2.500 mm |
| Vão livre do solo | 155 mm | 155 mm |
| Porta-malas | 230 litros | 230 litros |
| Peso em ordem de marcha | 1.165 kg | 1.239 kg |
| Peso bruto total | 1.575 kg | 1.655 kg |
| Pneus | 175/55 R16 | 175/55 R16 |
Na parte mecânica, a diferença desaparece novamente. GL e GS usam o mesmo motor elétrico síncrono de ímã permanente, instalado no eixo dianteiro e responsável por movimentar as rodas da frente. Ele entrega 75 cv e 13,8 kgfm de torque, sempre associado a uma transmissão de relação única.
Nem os 74 kg extras da GS alteram os números oficiais de desempenho, já que a BYD declara 14,9 segundos para ir de 0 a 100 km/h e velocidade máxima de 130 km/h nas duas. A suspensão, por sua vez, usa esquema McPherson na dianteira e eixo de torção atrás, enquanto os freios são a disco nas quatro rodas, ventilados no eixo dianteiro e sólidos no traseiro. Em caso de furo, não há estepe, apenas kit de reparo.
| Bateria e recarga | Dolphin Mini GL | Dolphin Mini GS |
| Tecnologia | Blade Battery | Blade Battery |
| Química | LFP | LFP |
| Capacidade | 30,08 kWh | 38 kWh |
| Autonomia Inmetro | 224 km | 280 km |
| Recarga AC máxima | 6,6 kW | 6,6 kW |
| Recarga DC máxima | 30 kW | 40 kW |
| Conector AC | Tipo 2 | Tipo 2 |
| Conector DC | CCS2 | CCS2 |
| V2L | Sim | Sim |
Já nas baterias, há diferenças importantes. As duas versões usam a Blade Battery, tecnologia própria da BYD com química LFP, de fosfato de ferro-lítio. As células são produzidas dentro do próprio grupo por meio da FinDreams Battery, braço responsável pelo desenvolvimento e fabricação de baterias, em vez de depender de um fornecedor externo tradicional.
A GL recebe um conjunto de 30,08 kWh, enquanto a GS sobe para 38 kWh. É essa diferença que explica boa parte dos 74 kg extras da versão mais cara e também o salto de autonomia de 224 para 280 km pelo Inmetro.
Em corrente alternada, ambas contam com carregador embarcado de 6,6 kW e usam conector Tipo 2. Já nos carregadores rápidos em corrente contínua, a entrada CCS2 aceita até 30 kW na GL e 40 kW na GS. Também há V2L, sigla para Vehicle-to-Load, que permite retirar energia da bateria de tração para alimentar aparelhos externos.
Manutenção e revisões
A ausência de um motor a combustão elimina itens como óleo do motor, velas, correias e filtros de combustível, mas não significa que o Dolphin Mini dispense manutenção periódica. A BYD determina revisões a cada 20.000 km ou 12 meses, o que ocorrer primeiro, e usa a mesma tabela de preços para GL e GS.
Os valores variam bastante conforme a quilometragem. A primeira revisão, aos 20.000 km, custa R$ 361, mesmo preço das visitas de 60.000, 140.000 e 180.000 km. Já as revisões de 40.000, 80.000, 120.000 e 160.000 km custam R$ 1.225, enquanto a de 100.000 km sobe para R$ 684 e a de 200.000 km chega a R$ 1.548.
| Revisão | Quilometragem | Preço |
| 1ª | 20.000 km | R$ 361 |
| 2ª | 40.000 km | R$ 1.225 |
| 3ª | 60.000 km | R$ 361 |
| 4ª | 80.000 km | R$ 1.225 |
| 5ª | 100.000 km | R$ 684 |
| 6ª | 120.000 km | R$ 1.225 |
| 7ª | 140.000 km | R$ 361 |
| 8ª | 160.000 km | R$ 1.225 |
| 9ª | 180.000 km | R$ 361 |
| 10ª | 200.000 km | R$ 1.548 |
Vale ficar de olho: garantia muda no uso comercial
Mais do que a versão escolhida, o que realmente muda a cobertura é o tipo de uso. Para clientes particulares, a BYD oferece seis anos de garantia para o veículo, enquanto a bateria de tração fica coberta por oito anos, sem limite de quilometragem. O motor elétrico tem oito anos ou 200.000 km, e os principais componentes do sistema de alta tensão ficam protegidos por seis anos.
Já para uso comercial, justamente onde a GL costuma aparecer com mais força, os prazos mudam: são dois anos ou 100.000 km para o veículo, oito anos ou 500.000 km para a bateria e seis anos ou 150.000 km para o motor elétrico, o que ocorrer primeiro.
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