CEO da montadora no Brasil e AL afirmou que tecnologia pode, inclusive, chegar aos EUA e China quando estiver pronta

Enquanto o mundo explora diferentes formas de fazer a transição para a mobilidade com o uso de energia limpa, o assunto ainda está longe ser encerrado. Novas tecnologias e possibilidades continuam surgindo e, no caso específico do Brasil, o futuro pode reservar algo promissor como as células de combustível a etanol para alimentar os carros elétricos no lugar da bateria. 

Nesta semana, durante a Live Valor promovida pelo site Valor Econômico, o CEO da Volkswagen Brasil e América Latina, Pablo Di Si, falou com destaque sobre esse tipo de tecnologia, defendendo maior empenho das partes envolvidas e pesquisas para o seu desenvolvimento como uma solução viável para o nosso mercado. 

live pablo di si

O executivo lembrou que o carro elétrico tem muitos desafios e entre as questões chave estão a bateria e a infraestrutura para seu carregamento, que como sabemos, demandam altos investimentos. Por conta disso, Di Si aposta que a tecnologia de células de combustível a etanol possa ser uma alternativas às baterias usando as possibilidades que o combustível vegetal oferece no país.

"Não é importante só ter o carro elétrico, mas como abastecer. E por que não usar o etanol? A tecnologia não existe hoje, mas temos o etanol e, com pesquisas, podemos [alcançar isso]. Precisamos estudar como transformar esse etanol e abastecer o carro elétrico, mas não só no Brasil, mas nos Estados Unidos, na China”, disse.

Por fim, o executivo insistiu que é crucial aumentar o investimento em pesquisas para que o Brasil não seja apenas um mero exportador de matéria-prima, mas sim possa participar de forma mais efetiva na indústria global do carro elétrico.

Tecnologia em desenvolvimento

Após praticamente banir o carro a gasolina no Brasil, o etanol pode se tornar uma peça-chave para acelerar o processo de transição energética no país. O setor de cana-de-açúcar também defende que a célula combustível que produz hidrogênio a partir do etanol é mais eficiente: a tecnologia, que ainda está em desenvolvimento, consiste em separar o hidrogênio do etanol e produzir eletricidade por meio de um processo químico no próprio veículo. 

Fonte: Valor

Galeria: Nissan SOFC

Foto de: Julio Cesar