Arquitetura única para 40 milhões de carros elétricos de todos os segmentos e marcas do grupo estreia em 2025

A Volkswagen apresentou sua visão da mobilidade do futuro nesta semana. Pensando em um horizonte de tempo até 2030, a montadora explicou a estratégia que vai nortear o grupo nesta década. Herbert Diess, CEO da Volkswagen, deixou imediatamente claro que "em 2030 os carros serão elétricos, autônomos, digitais e conectados". É com base nesses conceitos que os carros para as próximas gerações de motoristas serão projetados.

O centro de todos os modelos futuros da Volkswagen será a Scalable Systems Platform (SSP). A nova plataforma será uma base comum para os automóveis de todas as marcas do grupo e substituirá tanto a atual MEB, onde nascem o ID.3 e os demais modelos da família, como a PPE, que o Grupo se encontra prestes a usar para a Porsche (e alguns Audi topo de gama) com emissões zero.

Galeria: Volkswagen - Project Trinity

Modularidade máxima

A base SSP é definida como uma "plataforma mecatrônica" porque integra os componentes mecânicos e eletrônicos em níveis nunca vistos antes para criar a base para os primeiros carros do grupo alemão com condução totalmente autônoma. Será construída na busca da máxima simplicidade construtiva e ao mesmo tempo máxima modularidade. Precisamente por esta enorme versatilidade, ao longo de todo o ciclo de vida, será utilizada por 40 milhões de veículos pertencentes a todos os segmentos e todas as marcas do Grupo VW.

Para criá-la, a Volkswagen alocou a bagatela de 800 milhões de euros, valor que permite a técnicos e engenheiros desenvolver não só a mesma plataforma, mas também todos os módulos conectados a ela. Todo o projeto é acompanhado e desenvolvido pela equipe de Pesquisa e Desenvolvimento com sede em Wolfsburg.

O carro elétrico vale a pena

Mark Duesmann, CEO da Audi, disse: "A introdução da SSP nos permitirá alcançar um nível de sinergia sem precedentes entre diferentes segmentos e marcas. A longo prazo, a SSP reduzirá grandemente a complexidade dos sistemas mecatrônicos. E isto não só nos beneficiará na redução dos custos de desenvolvimento e ajuste em comparação com as plataformas MEB e PPE, mas também permitirá ao grupo aceitar e superar os desafios do futuro no projeto de novos modelos, já que o carro está se tornando um objeto cada vez mais orientado para o software".

Redução de custos e economia de escala, combinadas com novas tecnologias, permitirão que os carros elétricos aumentem sua rentabilidade e, consequentemente, tornem-se cada vez mais baratos. E é isso que a Volkswagen tem como objetivo: tornar os carros com emissão zero acessíveis para os clientes e lucrativos ao mesmo tempo. Graças à eletricidade, espera-se aumentar o retorno operacional sobre as vendas dos atuais 7-8% para 8-9% em 2025.

Galeria: Volkswagen, Argo IA e Moia - condução autônoma

Estreia em 2025

A Volkswagen está construindo seu futuro na SSP. E os primeiros frutos desse processo de inovação serão vistos em quatro anos. Os líderes do Grupo explicaram de fato que por trás do projeto Artemis da Audi e do projeto Trinity da Volkswagen estão os primeiros dois carros em uma base SSP.

O modelo da marca das quatro argolas, previsto para 2025, será o primeiro carro da história na nova plataforma. Já o da própria Volkswagen, chegando em 2026, será o primeiro carro de alto volume baseado na arquitetura SSP. É difícil imaginar qual modelo será, mas para a Volkswagen deixa claro que não será o ID.2, um carro que deveria ter um custo inicial de cerca de 25.000 euros e que ainda será baseado na MEB, com o acréscimo de uma nova geração de baterias. 

Baterias e Gigafactory

Plataforma tem, mas e as baterias? Durante o Power Day em março, a Volkswagen apresentou as novas células universais graças às quais reduzirá os custos de produção em 50%. Além disso, na ocasião a empresa também anunciou que até 2030 teria 6 Giga-fábricas em operação apenas na Europa para uma produção total de 240 GWh

A Volkswagen também anunciou que reforçou sua parceria com a fabricante chinesa de baterias Gotion High-Tech para iniciar a produção da primeira geração de "células unificadas" dedicadas aos carros de massa. A unidade, que em breve iniciará uma planta piloto de produção, estará totalmente operacional em 2025.

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