Range Rover Electric: primeiros dados do SUV de luxo 100% elétrico
SUV elétrico terá bateria de 117 kWh, até 480 km de alcance e recarga de 350 kW
Durante muito tempo, pouco se ouviu falar do Range Rover elétrico. Mas agora, o modelo ressurgiu durante testes de inverno em Arjeplog, no norte da Suécia, onde jornalistas puderam acompanhar um passeio no banco do carona. Embora as impressões de condução ainda sejam limitadas, surgiram os primeiros dados técnicos do modelo.
Segundo o jornalista Lawrence Ulrich, do InsideEVs.com, o Range Rover Electric é uma espécie de cruzamento entre o Rolls-Royce Spectre e o Mercedes-Benz EQG: silencioso e com suspensão a ar como o primeiro, mas com capacidade off-road como o segundo. A base técnica é a plataforma MLA-Flex da Jaguar Land Rover, que suporta motores a combustão, híbridos plug-in e veículos 100% elétricos.
Na versão elétrica, dois motores síncronos de ímã permanente (PSM) fornecem tração integral. Desenvolvidos pela própria Land Rover, eles são combinados com inversores de carboneto de silício e juntos entregam 410 kW (557 cv) de potência e 850 Nm de torque — suficientes para acelerar de 0 a 100 km/h em cerca de 4,5 segundos.
A bateria de 117 kWh utiliza 344 células prismáticas organizadas diretamente no pacote (cell-to-pack), em duas camadas sobrepostas. Como 344 células em série ultrapassariam a tensão permitida para um sistema de 800 volts, é provável que a configuração seja paralela (172s2p).
Lawrence estima que o alcance fique entre 450 e 480 km no ciclo EPA — mais do que os 384 km do Mercedes-Benz EQG com bateria similar. O carregamento pode chegar a até 350 kW, um dos mais altos da indústria. Para efeito de comparação, Porsche Taycan e Mercedes-Benz CLA EQ carregam a até 320 kW, enquanto o EQG, com arquitetura de 400V, limita-se a 200 kW. O Range Rover EV terá tomadas de recarga em ambos os lados, próximas ao eixo traseiro.
A geometria de suspensão, altura livre do solo e ângulos de ataque, saída e rampa serão praticamente os mesmos dos modelos a combustão lançados em 2022. O modelo elétrico contará ainda com amortecedores ajustáveis em dois estágios, além da suspensão pneumática de duas câmaras. A suspensão independente multilink deve superar com folga o eixo rígido traseiro do EQG no asfalto.
Durante o percurso off-road, o comportamento suave do carro foi comparado à possibilidade de beber chocolate quente com uma mão enquanto dirige com dois dedos. O sistema Terrain Response adapta a frenagem regenerativa ao modo de condução escolhido, permitindo também a condução com um pedal (one pedal driving), inclusive em subidas íngremes.
O engenheiro-chefe de arquitetura de veículos, Lynfel Owen, disse que foi considerada uma configuração com quatro motores independentes, como no Mercedes-Benz EQG. Mas essa solução exigiria motores mais potentes, dois inversores extras e câmbio de duas marchas em cada roda, o que aumenta consumo, peso e complexidade, sendo vantajosa apenas em manobras de marketing, como o "G-Turn".
A Land Rover destaca ainda o avançado sistema térmico, com oito circuitos de refrigeração. A bomba de calor pode aproveitar até o calor ambiente para aquecer o interior e o conjunto motriz — mesmo a -10 °C.
Visualmente, o Range Rover Electric se diferencia pouco das versões a combustão. Internamente, há um medidor de potência no painel e algumas telas dedicadas à versão elétrica, mas o interior segue basicamente o mesmo.
O Range Rover Electric terá versões com entre-eixos curto e longo. Os preços devem ser semelhantes aos modelos V8, cujo valor parte de € 244.500 (R$ 1,56 milhão) na Alemanha. A pré-venda está prevista para o final de 2025.
Fonte: InsideEVs.com, Land Rover
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