DFM estreia no Brasil com Box e Vigo: conheça os dois elétricos
Box será o modelo de entrada da marca, enquanto o Vigo aposta em mais espaço, potência e bateria maior
A DFM está a poucos dias de iniciar oficialmente sua operação no Brasil. A marca chinesa chega ao mercado com dois modelos elétricos de propostas diferentes: o hatch compacto Box e o SUV compacto Vigo. Os dois serão apresentados nesta semana e terão a pré-venda iniciada junto com a estreia da fabricante no país.
Embora façam parte da mesma linha, os modelos cumprem papéis distintos. O Box será o carro de entrada e aposta no uso urbano, enquanto o Vigo ocupa uma posição superior, com mais potência, espaço interno e capacidade de bateria. Segundo Felipe Amaral, executivo responsável pela operação brasileira, o Box foi escolhido justamente pelo potencial de volume no segmento de elétricos de acesso.
DFM Box: foco no uso urbano
Conhecido como Nammi 01 na China, o DFM Box é um hatch de 4,02 metros de comprimento, 1,81 m de largura, 1,57 m de altura e 2,66 m de entre-eixos. O porta-malas comporta 326 litros, enquanto o frunk acrescenta outros 26 litros.
A configuração brasileira será a Urban, equipada com motor elétrico dianteiro de 70 kW, equivalente a 95 cv, e torque de 160 Nm (16,3 kgfm). Na China, o modelo utiliza baterias LFP de 31,45 kWh ou 42,3 kWh, sendo a segunda a mais provável para o mercado brasileiro. Com ela, a autonomia chega a 430 km no ciclo chinês CLTC. O número definitivo para o Brasil ainda depende da homologação do Inmetro.
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DFM Box |
Dados |
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Motor |
Elétrico dianteiro |
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Potência |
95 cv |
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Torque |
16,3 kgfm |
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Bateria |
42,3 kWh* |
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Autonomia |
até 430 km CLTC* |
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Comprimento |
4,02 m |
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Entre-eixos |
2,66 m |
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Porta-malas |
326 litros |
*Configuração esperada para o Brasil; autonomia ainda não homologada pelo Inmetro.
Além da eficiência urbana, o Box aposta em equipamentos pouco comuns nessa faixa. A configuração brasileira terá central multimídia de 12,8", câmera 360°, carregador de celular por indução, banco do motorista com ajustes elétricos e recursos de assistência à condução, incluindo controle de cruzeiro adaptativo e assistente de permanência em faixa.
Galeria: DFM Box 2027
A proposta, portanto, é enfrentar diretamente a nova geração de elétricos compactos, com nomes como BYD Dolphin Mini e Geely EX2, mas também modelos maiores que passaram a disputar a mesma faixa de mercado.
DFM Vigo: um degrau acima
O Vigo, conhecido internacionalmente como Nammi 06, representa o segundo passo da marca. Ele mantém a propulsão 100% elétrica, mas muda de categoria e de proposta.
Com 4,30 m de comprimento, 1,86 m de largura, 1,65 m de altura e 2,71 m de entre-eixos, o SUV tem dimensões próximas às do BYD Yuan Pro, mas oferece entre-eixos maior. O porta-malas de 500 litros também é um dos destaques do modelo.
O conjunto mecânico é consideravelmente mais forte que o do Box. O motor elétrico de ímã permanente entrega 120 kW, ou cerca de 163 cv, e 23,5 kgfm de torque. A aceleração de 0 a 100 km/h é feita em 7,8 segundos, com velocidade máxima de 150 km/h.
As baterias LFP disponíveis internacionalmente têm 51,5 kWh ou 54 kWh. A autonomia varia entre 340 e 350 km no ciclo WLTP, enquanto a medição chinesa CLTC chega a 470 km. Novamente, os números brasileiros dependerão da homologação do Inmetro.
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DFM Vigo |
Dados |
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Motor |
Elétrico dianteiro |
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Potência |
163 cv |
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Torque |
23,5 kgfm |
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Bateria |
51,5 ou 54 kWh* |
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Autonomia |
até 470 km CLTC* |
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Comprimento |
4,30 m |
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Entre-eixos |
2,71 m |
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Porta-malas |
500 litros |
*Dados das configurações internacionais; especificações brasileiras ainda dependem da homologação.
No Brasil, o Vigo será oferecido nas versões Urban e Urban Plus. A ideia é atender consumidores que querem um veículo elétrico mais espaçoso e potente sem avançar para SUVs de maior porte. A própria estrutura da linha deixa clara a divisão: o Box concentra a entrada da DFM, enquanto o Vigo sobe um degrau em tamanho, desempenho e espaço.
Galeria: Dongfeng Vigo
Dois carros para começar uma operação maior
Em vez de começar diretamente com SUVs médios ou híbridos, a marca decidiu entrar justamente no mercado de elétricos, onde identifica espaço para crescer na faixa de acesso. No podcast do Motor1, Felipe Amaral afirmou que a empresa vê o segmento de elétricos de menor preço como uma oportunidade para construir sua marca no Brasil.
O Box será, portanto, o modelo de volume, enquanto o Vigo amplia o alcance da marca para uma faixa superior. E eles são apenas o começo: a DFM já prepara novos modelos eletrificados para o país e afirma que não pretende trabalhar com carros exclusivamente a combustão na operação brasileira.
Os preços dos dois modelos ainda serão revelados oficialmente. A expectativa é que a estratégia comercial seja um dos principais elementos da estreia, já que a DFM chega a um mercado em que a disputa entre os elétricos chineses está cada vez mais concentrada em preço, autonomia, equipamentos e espaço interno. A pré-venda dos dois modelos está prevista para começar com a apresentação da marca, com as primeiras entregas programadas para outubro.
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