Este anúncio vem logo depois que soubemos que a Jaguar aposentou o sedã XJ, um nome que existe há 50 anos

O que está acontecendo na Jaguar? Com o novo CEO, Thierry Bolloré no comando, parece que a histórica marca britânica está perdendo sua identidade na busca por compradores e também para a acelerar a adoção da eletrificação. Agora, logo após ter anunciado o cancelamento do sedã elétrico XJ, parece que há um grande ponto de interrogação pairando sobre qualquer carro esportivo futuro.

O Top Gear perguntou ao novo chefe da Jaguar-Land Rover, que no passado trabalhou para a Michelin, Faurecia e mais tarde para a Renault, onde foi brevemente o CEO, sobre o futuro dos carros esportivos da marca britânica. Sua resposta deve alarmar aqueles que amam os esportivos Jaguar (novos e antigos), porque ele basicamente disse que a empresa está considerando parar de fabricar carros esportivos.

Galeria: Jaguar Vision Gran Turismo Coupé

Suas palavras exatas foram sobre o futuro da linha da montadora, uma vez que iniciar a eletrificação de todos os seus modelos (que serão todos sustentados por uma única plataforma modular):

Vai ser mais compacto em comparação com o que temos hoje.

Sobre a possibilidade de construir carros esportivos no futuro, Bolloré disse:

É uma questão que examinamos com muito cuidado. Não vou responder agora porque é uma questão importante para nós, e responderemos quando tivermos decidido exatamente o que queremos fazer com este novo portfólio da Jaguar.

O que Bolloré não dá ênfase é que a Jaguar é uma marca que há quase um século faz sedãs e carros esportivos (foi fundada em 1934 como SS Cars). E o engraçado de tudo isso é que o único modelo esportivo atual da marca, o F-Type, é um sucesso inegável, especialmente considerando o mercado global cada vez menor de esportivos puros - o F-Type é indiscutivelmente o Jaguar mais desejável que você pode comprar agora e isso prova que é nisso que a empresa é boa.

Se a Jaguar for transformada em apenas mais um fabricante de crossovers elétricos, sem levar em conta o que costumava fazer, muito provavelmente será o último prego em seu caixão. E embora entendamos por que Bolloré é tão cuidadoso com a reformulação da marca (a Jaguar não está vendendo tantos carros quanto gostaria), matar seus modelos históricos e convencionais e substituí-los por crossovers genéricos não é a resposta. A conferir os próximos passos deste novo plano. 

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