China recorre à OMC e contesta subsídios para carros elétricos dos EUA
Potência asiática criticou plano de subsídios para veículos elétricos do governo Biden
A China requisitou à Organização Mundial do Comércio (OMC) a formação de um painel de especialistas para intermediar uma disputa sobre os subsídios a veículos elétricos previstos na Lei de Redução da Inflação dos Estados Unidos. Este pedido foi divulgado pelo Ministério do Comércio chinês na última segunda-feira.
A segunda maior economia mundial deu início ao processo de contestação na OMC no fim de março, após a aprovação da Lei de Redução da Inflação (IRA, na sigla em inglês) pelo governo Biden. Esta legislação abrangente dos EUA destina bilhões de dólares em créditos fiscais para incentivar a compra de veículos elétricos pelos consumidores e fomentar o investimento em energia renovável pelas empresas, com o objetivo de descarbonizar o setor industrial americano.
O Ministério do Comércio da China declarou que tentou resolver a questão amigavelmente com os EUA por meio de consultas, visando proteger os direitos e interesses de sua indústria de veículos elétricos, mas não obteve sucesso. Diante dessa falta de acordo, a China decidiu levar o caso à OMC.
Segundo o comunicado do ministério chinês, a Lei de Redução da Inflação "exclui produtos de países membros da OMC, como a China, cria barreiras comerciais artificiais e aumenta os custos da transição para a energia verde".
A China conclui seu comunicado apelando aos EUA para que "respeitem as regras da OMC e cessem o uso de políticas industriais prejudiciais que comprometem a cooperação internacional sobre mudanças climáticas".
Em meio à essa guerra comercial entre as duas maiores potências do planeta, os EUA anunciaram recentemente um tarifaço para produtos chineses, incluindo o imposto de 100% para veículos elétricos, inviabilizando a chegada desses automóveis ao país.
Fonte: Reuters
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