Stellantis pausa produção do Fiat 500e por baixa demanda
Queda nas vendas e diminuição da procura por eletrificados vem afetando diversas montadoras pelo mundo
A Stellantis irá suspender a produção do Fiat 500e por quatro semanas devido à demanda fraca. A desaceleração global nas vendas de veículos elétricos, em parte devido a políticas divergentes sobre incentivos ecológicos, levou as montadoras em todo o mundo a ajustar seus planos de veículos elétricos.
A suspensão da produção começará em 13 de setembro, e a empresa acrescentou que está "trabalhando duro para gerenciar da melhor forma possível essa difícil fase de transição."
“A medida é necessária devido à atual falta de pedidos, ligada às profundas dificuldades enfrentadas no mercado europeu de carros elétricos por todos os produtores, especialmente os europeus”, disse a Stellantis em comunicado.
Fiat 500 MHEV de antiga geração ainda produzido na Polônia
Como parte desses esforços, a montadora anunciou que está investindo 100 milhões de euros (cerca de R$ 622 milhões) em Mirafiori para adotar uma bateria de maior desempenho e produzirá uma versão híbrida do novo 500, com início previsto entre 2025 e 2026.
A nova variante será posicionada logo abaixo do modelo elétrico já ofertado e acabará por substituir o antigo 500 MHEV (híbrido leve) que acaba de ser descontinuado na Polônia. A Stellantis espera produzir 200.000 unidades da linha 500 anualmente em Mirafiori, sendo 125.000 só do híbrido. A nova versão será construída na mesma plataforma do elétrico e a própria marca já adiantou que há compatibilidade técnica.
O subcompacto é fabricado em Turim, na Itália, berço da marca Fiat, na histórica fábrica de Mirafiori. Os sindicatos há muito pedem que a Stellantis revitalize a planta, onde a produção caiu nos últimos anos, introduzindo um novo carro de alto volume e de baixo custo na fábrica.
Galeria: Fiat 500e (BR)
Segundo a Stellantis, o complexo de Mirafiori irá passar por uma profunda transformação com o objetivo de torná-lo um verdadeiro centro global de inovação e desenvolvimento, apesar disso, os movimentos da Fiat em levar a produção do Grande Panda e do 600 para outros países não parecer corroborar com essa declaração.
No início deste ano, a Itália lançou um plano de cerca de U$ 1 bilhão (cerca de R$ 5 bilhões e meio) para ajudar os motoristas a migrarem para veículos mais limpos, com subsídios para a compra de carros totalmente elétricos, mas Roma e a montadora têm divergido quanto à abordagem do governo em relação aos incentivos. A Fiat se junta a uma longa lista de montadoras que foram forçadas a ajustar seus planos de eletrificação devido à desaceleração nas vendas de veículos elétricos. Toyota, GM e Volvo também tiveram que fazer mudanças para se adaptarem à situação atual.
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