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Mini Cooper elétrico usará bateria semi-sólida da SVOLT, spin-off da GWM

Nova geração terá células com 300 Wh/kg e recarga rápida, com produção piloto prevista para 2025

Mini Cooper SE (2024) em amarelo ensolarado: detalhes externos

O futuro elétrico da MINI poderá contar com uma das tecnologias de bateria mais promissoras da atualidade: as células semi-sólidas, que combinam características de sistemas com eletrólito líquido e sólido, o que significa carros elétricos com maior autonomia usando baterias mais eficientes e seguras. 

Segundo veículos da imprensa chinesa e fontes do setor, os próximos modelos da marca britânica utilizarão baterias desenvolvidas pela SVOLT Energy, um dos principais fabricantes chineses do segmento. A produção em larga escala está prevista para 2027, mas uma linha piloto deve começar a operar já no quarto trimestre de 2025.

Novo Mini Cooper - produção em Oxford

O que são baterias semi-sólidas?

As baterias semi-sólidas representam uma evolução em relação às tradicionais células de íons de lítio. Combinando materiais sólidos e líquidos, prometem maior segurança, densidade energética superior e vida útil prolongada. A SVOLT afirma que suas primeiras células terão 140 Ah de capacidade, no formato soft-pack, e densidade energética de 300 Wh/kg, com custos considerados competitivos. Uma segunda geração, já em desenvolvimento, mira alcançar 360 Wh/kg.

Parceria com o MINI

O MINI Cooper será um dos primeiros modelos a adotar a nova tecnologia, fortalecendo a parceria entre o grupo BMW e a SVOLT, que surgiu como spin-off da Great Wall Motor (GWM). A GWM, vale lembrar, é responsável pela produção dos modelos MINI Cooper Electric e MINI Aceman em parceria com a BMW na China. Já em 2023, circularam rumores sobre um acordo de mais de 1 bilhão de euros entre BMW e SVOLT.

Próximo passo: baterias totalmente sólidas

Além das semi-sólidas, a SVOLT também trabalha em baterias de estado sólido completo, com densidade estimada em 400 Wh/kg, pensadas para veículos e aplicações aeronáuticas de baixa altitude.

Enquanto isso, a empresa iniciou recentemente a produção da segunda geração da bateria Dragon Armor, com 65 kWh de capacidade e voltada para modelos com extensor de autonomia. O pacote suporta recarga ultrarrápida de até 5C, permitindo ir de 20% a 80% em apenas 12 minutos. Embora mantenha a mesma composição química de base, a bateria adota soluções de design inovadoras, como já visto em modelos como a Blade Battery da BYD e a Qilin da CATL.