Citroën Elo surpreende: minivan elétrica tem 6 lugares e direção central
Conceito Elo explora um novo caminho para o design da Citroën, com interior modular e visual futurista
A Citroën apresentou o Elo, um conceito elétrico de seis lugares que tenta responder a uma pergunta quase perdida no mercado atual: e se as minivans voltassem a ser realmente desejáveis? Com visual futurista e uma proposta de modularidade extrema, o protótipo lembra uma versão moderna — e estilizada — do polêmico Fiat Multipla.
A marca descreve o Elo como um “laboratório sobre rodas”, criado para antecipar o próximo passo do design da Citroën. Ele é compacto: tem 4,10 metros de comprimento, cerca de 20 cm menor que um Chevrolet Bolt EUV. Mesmo assim, o espaço interno impressiona. O habitáculo avança mais do que nos carros atuais, aproveitando a plataforma elétrica para liberar volume em todas as direções.
São seis assentos individuais, todos ajustáveis e removíveis. A Citroën fala em “um espaço vivo que se adapta ao seu estilo de vida”, mais próximo de uma pequena sala móvel do que de um carro convencional.
Entre os detalhes excêntricos, o banco do motorista fica no centro, cercado por um para-brisa panorâmico de 180 graus. Para reduzir custos de fabricação e reparo, os para-choques dianteiro e traseiro são idênticos — uma solução pouco comum no setor.
Galeria: Citroen ELO (2026)
O Elo segue a mesma filosofia do conceito Oli, apresentado anteriormente, que explorava novas formas de mobilidade elétrica urbana. O CEO da Citroën, Xavier Chardon, afirma que o modelo “incorpora os valores da marca e abre novas perspectivas para nosso pensamento atual”.
Citroën ELO (2026)
No papel, o Elo seria um choque positivo num mercado europeu saturado de SUVs e pressionado pela chegada dos carros elétricos chineses. Mas, na prática, dificilmente chega às ruas. O design ousado, a posição de direção central e o visual quase de ficção científica deixam claro que a proposta é de estudo, não de produção.
Ainda assim, o conceito serve como sinal de que a Citroën — hoje menos ousada dentro do grupo Stellantis — pode voltar a apostar em projetos realmente diferentes, recuperando parte da criatividade histórica que sempre definiu a marca francesa.
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