Stellantis aposta em inovação aberta e startups para acelerar eletrificação
Com mais de 250 contratos globais, grupo foca em soluções de mobilidade elétrica, recarga e descarbonização; Brasil tem papel estratégico no ecossistema
A Stellantis tem abraçado cada vez mais a inovação aberta como parte central de sua estratégia de eletrificação e transição energética. Segundo Marina Lima, gerente de Open Innovation da Stellantis para a América do Sul, o grupo já firmou mais de 250 contratos globais com startups, sendo cerca de 15% ligados diretamente à eletrificação e novas energias. O modelo de atuação envolve desde o mapeamento de startups até a contratação de pilotos e o escalonamento de projetos.
Com fábricas no Brasil, Argentina e Uruguai, além de escritórios no Chile e centros de pesquisa na região, a Stellantis mantém uma presença industrial e tecnológica robusta na América do Sul. “O objetivo é oxigenar a companhia com ideias que estejam fora do nosso core tradicional, mas que tragam impacto real para a estratégia global”, explicou Marina. Atualmente, a Stellantis Ventures mapeou mais de 5 mil startups no mundo inteiro, com ecossistemas de inovação parceiros em países como Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, França, Alemanha, Itália, Índia, China e Israel.
A América do Sul responde por aproximadamente 25% das contratações globais da área, o que reforça o potencial da região como geradora de soluções inovadoras. Um dos destaques é a parceria com a Voltbras, startup brasileira voltada à interoperabilidade de redes de recarga de veículos elétricos. A solução da empresa permite que diferentes sistemas de recarga se comuniquem entre si, facilitando o uso para motoristas e otimizando a gestão da infraestrutura. Outro exemplo de inovação ligada à transição energética é a Net Zero, startup que atua com remoção de carbono via biochar — tecnologia que sequestra carbono da atmosfera e o transforma em fertilizante.
Além de financiar o desenvolvimento das soluções, a Stellantis também acelera a implementação por meio de um modelo ágil: a validação de pilotos pode ser feita em até 30 dias, com remuneração das startups mesmo nas fases iniciais. A empresa também oferece acompanhamento técnico e conexão com diferentes áreas de negócio.Para Marina, a inovação aberta é essencial para enfrentar os desafios da mobilidade do futuro. “Nenhuma empresa consegue fazer essa transição sozinha. Precisamos de parcerias que tragam agilidade, eficiência e novas perspectivas”, conclui.
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