Marca que estreou em Recife abre show room na capital paulista no dia 24; veja detalhes da operação e como anda a scooter EV1

Na próxima quinta-feira, 24, a capital paulista ganhará sua 1ª loja de motos elétricas. É quando será dado um dos passos mais importantes da Voltz Motors, empresa nascida em Recife (PE) em novembro de 2019. A marca abrirá seu primeiro show room em São Paulo e, aproveitando a ocasião, fará a apresentação da EVS, modelo naked que deve começar a ser vendido até o fim do ano. Até o momento, a Voltz baseia sua operação na scooter EV1, que já teve mais de 1 mil unidades comercializadas exclusivamente pela internet. 

Ter a loja física, porém, não muda a forma de vender da Voltz. "Queremos entregar uma experiência totalmente diferente para o consumidor", explica Manoel Fonseca, diretor de marketing da empresa. "O consumidor só vai até a loja para conhecer e experimentar o produto, mas todo o pedido é feito online e a entrega acontece na casa do cliente", conta o executivo. A moto chega numa caixa e basta encaixar os retrovisores, como se fosse a instalação de uma TV. A ideia é reforçar a simplicidade da moto elétrica em relação às rivais a combustão, em termos técnicos, pois a scooter EV1, por exemplo, é formada por apenas 116 peças. 

O show room paulistano, localizado na avenida 9 de julho (coração de um dos bairros mais nobres da cidade) visa justamente fisgar o público ligado à mobilidade e novas tecnologias. A loja tem conceito moderno e brinca com a letra "V" em sua iluminação, dando destaque também para as diversas cores da EV1 - disponível em tons chamativos como laranja, amarelo e verde limão, além de algumas tradicionais como preta e cinza. Além da exposição das motos, o local terá um balcão com a demonstração das peças e também uma parte dedicada ao lifestyle, com a venda de camisetas, jaquetas e outros produtos ligados à marca. 

Voltz Motors São Paulo (1ª loja)

Primeiro produto da Voltz Motors, a EV1 é uma scooter com motor Bosch de 1.800 watts (colocado na roda traseira) e bateria de lítio instalada à frente do banco, suficiente para uma autonomia de cerca de 50 km e uma velocidade máxima na casa dos 60 km/h - seria o equivalente a um modelo de 50 cc a combustão. O mais interessante é que a bateria pode ser retirada e levada para carregar em casa, ou então trocada por uma com a carga cheia. "Em breve teremos baterias extras para venda", diz Fonseca, antecipando que o plano da empresa na verdade é ter estações espalhadas pela cidade para deixar sua bateria descarregada e pegar uma "cheia", como se fosse um posto de abastecimento. 

Como anda?

Um breve test-ride com a EV1 reforçou o aspecto de uso urbano, especialmente intra-bairro, para os pequenos deslocamentos do dia a dia. Ela se sai muito bem no trânsito, por ser leve e esguia, enquanto a suspensão não chega a ser dura como a maioria dos scooters, até que absorvendo bem os impactos do piso. Mas, óbvio, é preciso ser respeitado seu limite de potência, como numa "cinquentinha": ela não foi feita para grandes avenidas nem vias de trânsito rápido, apesar de exigir placa e CNH categoria A - sim, como numa moto convencional. 

O projeto tem origem chinesa, como fica claro pelo "radinho" com Bluetooth para tocar as músicas do celular, mas a Voltz garante que fez uma série de mudanças e adaptações para o mercado brasileiro, considerando-a assim quase como um produto nacional. E, sabendo das limitações da EV1, já prepara para breve o lançamento da EV1 Plus, que virá com duas baterias e motor mais potente, para uma autonomia na casa dos 100 km e melhor desempenho. Custará cerca de R$ 11.500, contra R$ 9,5 mil da EV1 "básica". 

Vazou: Volt EVS 2021 (naked elétrica)
Vazou: Volt EVS 2021 (naked elétrica) 1

Naked EVS chega em novembro com mais desempenho, autonomia e painel que conversa com smartphone

Mas a maior aposta da Voltz será mesmo a EVS (fotos acima), naked que terá ao redor de 100 km de autonomia e atingirá 120 km/h de velocidade máxima. O plano é brigar com as streets a combustão como uma moto mais moderna, limpa, conectada e praticamente livre de manutenção; Para isso, além do design arrojado e da mecânica simples, ela terá como atração um painel digital colorido com conexão total ao smartphone, podendo não só tocar músicas como também usar aplicativos de trânsito e mostrar pontos de trocas de bateria, bem como escolher entre um caminho livre de avenidas grandes ou ladeiras, por exemplo. O preço, ainda não definido, deverá ficar entre R$ 15 mil e R$ 17 mil. E as vendas estão previstas para começar em novembro, com garantia de dois anos, como a EV1. 

Voltz Motors São Paulo (1ª loja)
Voltz Motors São Paulo (1ª loja)

Bateria pode ser retirada para recarga em casa; motor da Bosch fica na roda traseira

Outro plano da Voltz é que os próprios clientes ajudem na disseminação da marca, criando, para isso, o conceito de comunidade - até para vender suas motos futuramente. "Queremos ter uma espécie de ´OLX´ próprio, onde os donos de motos da marca possam oferecê-las a interessados sem que haja necessidade de a loja entrar na negociação", conta Fonseca. 

A abertura da loja da Voltz a São Paulo será anunciada em live na noite do dia 23 (quarta-feira), quando será apresentada oficialmente a EVS ao público. No dia seguinte, o show room começa a operar.  

Fotos: autor/Inside EVs e divulgação

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Galeria: Voltz Motors São Paulo (1ª loja)