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China restringe uso do modo "one-pedal" em elétricos a partir de 2026

Nova norma de segurança proíbe que a frenagem regenerativa total seja ativada por padrão

GWM Ora 03 2026 - China4
Foto de: GWM

A China vai limitar o uso do modo “one-pedal” nos veículos elétricos a partir de 2026, com aplicação obrigatória da nova regra em 1º de janeiro de 2027. A decisão faz parte da norma GB 21670-2025, que busca reforçar a segurança ativa nos carros eletrificados comercializados no país.

Com o novo regulamento, os veículos não poderão mais sair de fábrica com o modo de condução “one-pedal” ativado por padrão. Essa funcionalidade, bastante popular entre condutores de elétricos, permite reduzir a velocidade — e até parar completamente o veículo — apenas ao tirar o pé do acelerador, por meio da frenagem regenerativa.

Quanto você recupera com a frenagem regenerativa

Segundo os órgãos reguladores chineses, embora prático, esse modo de condução pode atrasar a reação do motorista em situações de emergência, além de reduzir a utilização da frenagem convencional, considerada mais segura em certos contextos. A decisão também está alinhada a uma diretriz mais ampla do governo chinês, que busca equilibrar inovação com padrões de segurança mais rígidos no avanço dos veículos elétricos e autônomos.

Outro ponto importante da nova norma é que as luzes de freio deverão acender automaticamente sempre que a frenagem regenerativa gerar uma desaceleração superior a 1,3 m/s². A intenção é reduzir o risco de colisões traseiras, sinalizando de forma mais clara a redução de velocidade para os veículos que seguem atrás.

Xpeng P7 frenagem

O que você pensa sobre isso?

O modo “one-pedal” continuará permitido, mas dependerá de ativação manual por parte do condutor — o que deve alterar a experiência de condução de modelos como os da Tesla, Nio e outras fabricantes que popularizaram esse recurso.

Nos últimos meses, a China tem reforçado seu papel como reguladora ativa do setor automotivo, especialmente diante do crescimento acelerado dos veículos elétricos e do avanço das tecnologias de condução autônoma. A nova norma é mais um exemplo de como o país pretende estabelecer padrões técnicos e de segurança próprios.