F1: Por que McLaren precisa passar no 'teste de Monza'
Após duas vitórias consecutivas, time de Woking parece estar de volta à briga, mas chefe Andrea Stella continua cauteloso
Após um início difícil na temporada de 2026 da Fórmula 1, sem mesmo começar corridas na Austrália e na China, a McLaren agora parece estar de volta ao lugar que ocupava nos últimos anos, a frente do grid. Vitórias consecutivas em Budapeste e Zandvoort reduziram a desvantagem de Lando Norris para o líder Kimi Antonelli para 83 pontos, reacendendo as esperanças de defesa do título.
Apesar desse impulso, Stella quer manter os pés firmes no chão, sem tirar conclusões de grande alcance sobre uma possível disputa pelo título.
"A abordagem real que temos é apenas uma corrida por vez. Não há muito mais que você possa influenciar além de maximizar o que vem a seguir," disse Stella quando questionado pelo Motorsport.com sobre quanta confiança isso dá à McLaren para a segunda metade da temporada, a qual segue para Monza no dia quatro de setembro.
"Se pensarmos nas exigências de Zandvoort e da Hungria e depois nas de Monza estamos em um regime completamente diferente", acrescentou. É justamente por isso que a McLaren vê, internamente, o GP da Itália como um teste interessante.
Hungaroring e Zandvoort são circuitos de muito mais alta pressão aerodinâmica do que Monza, ou seja, ainda resta ver como o progresso recente da McLaren se traduz para um traçado com características diferentes.
A McLaren é forte em curvas de média velocidade, as quais Zandvoort e Budapeste têm muitas, mas Norris descreveu o desempenho do MCL40 em curvas de baixa no sábado como "nem de perto bom o suficiente".
Monza é composta principalmente por longas retas e chicanes, as quais exigem coisas completamente diferentes de um carro. Além disso, ao contrário de Zandvoort e Budapeste, a pista italiana é 'carente de energia', o que significa que o gerenciamento de energia voltará a desempenhar um papel muito maior. É precisamente por isso que Stella a vê como um dos testes mais importantes até agora para a McLaren.
O time de Woking estava significativamente atrás da fornecedora Mercedes em relação ao gerenciamento de energia no início do ano. Muito progresso foi feito desde então, inclusive com as tão esperadas ferramentas de simulação que a McLaren recebeu para Spa, mas Monza mostrará o quão significativo ele realmente foi.
Stella quer que todas essas perguntas sejam respondidas antes de falar sobre uma disputa pelo título.
"Se pudermos confirmar nossas melhorias em Monza, então poderemos olhar com algum otimismo para o restante da temporada. Antes de tudo, precisamos ir a Monza e ver que nosso carro consegue apresentar um bom desempenho nas longas retas", falou.
Stella ressalta, porém, que não se trata apenas de entender a unidade de potência da Mercedes, mas também o MCL40 em uma configuração de baixa pressão aerodinâmica, que não tem sido seu ponto mais forte até agora.
"Sabemos que o arrasto não é necessariamente um ponto forte do nosso carro," admitiu. "E, por exemplo, há muita frenagem, o que também não é necessariamente um ponto forte do nosso carro".
"Há muitas coisas que precisamos confirmar à medida que seguimos para a próxima corrida, mas, até agora, acho que podemos confirmar que, quando estamos em circuitos de alta pressão aerodinâmica, com esse tipo de traçado, podemos lutar por vitórias", concluiu.
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