Volkswagen ID. Tiguan é uma grande evolução em relação ao ID.4
Novo crossover tem mais botões, condução com um pedal e até um frunk
Adeus, ID.4. A Volkswagen vai substituir seu crossover elétrico compacto por este modelo, o ID. Tiguan. Ele tem porte semelhante ao do carro anterior, mas traz um nome mais familiar e mudanças importantes que devem torná-lo um veículo elétrico bem melhor.
O ID.4 começou a ser vendido em 2021 no mundo. Ele ficou conhecido por ser um elétrico espaçoso e com bom custo-benefício, especialmente porque, em determinado momento, era produzido nos EUA e se qualificava para o incentivo fiscal local para veículos elétricos e, no Brasil, acabou de ser anunciado para venda. Ao longo de sua trajetória, porém, também houve reclamações sobre pontos importantes, como o software do carro e alguns aspectos da experiência ao volante.
Volkswagen ID. Tiguan substitui o ID.4
No início deste ano, a VW anunciou que encerraria a produção do elétrico nos EUA para priorizar veículos a combustão, deixando a marca sem uma oferta elétrica de grande volume naquele mercado. Agora, o ID. Tiguan está a caminho para suceder o ID.4 — e também o ID.5 nos mercados onde ele é vendido. E parece que a Volkswagen levou parte das críticas a sério.
Para começar, o ID. Tiguan recebeu um conjunto de software e sistema multimídia atualizado. Agora, há até três telas, incluindo uma posicionada diretamente à frente do passageiro para aplicativos e entretenimento. O quadro de instrumentos do motorista e a tela central estão maiores e podem ser alternados para um modo especial “retrô”, com painéis virtuais estilizados inspirados em antigos modelos da Volkswagen. É o mesmo sistema que vimos no novo ID. Polo.
Mais botões físicos e recursos de elétrico
Ah, e a Volkswagen destaca que agora há muito mais botões de verdade. O volante recebeu novos comandos físicos, assim como uma fileira de botões logo abaixo da tela principal do sistema multimídia. O botão giratório de volume voltou, posicionado no console central. É uma evolução importante em relação aos irritantes controles deslizantes sensíveis ao toque usados desde o lançamento do ID.4. Os famigerados comandos que exigiam alternar a função para acionar os vidros traseiros desapareceram, substituídos por quatro botões tradicionais.
O ID. Tiguan também passa a oferecer recursos específicos de veículos elétricos que o ID.4 nunca teve. O crossover ganha um porta-malas dianteiro — embora pequeno, com apenas 31 litros de capacidade. Ele também oferece condução com um pedal. Além disso, a VW adicionou a função vehicle-to-load (V2L), acessada por meio de um adaptador de tomada conectado à porta de recarga.
Em estilo, o ID. Tiguan parece uma versão mais madura do ID.4. O capô aparenta ser mais longo e vertical, enquanto as laterais passam uma impressão mais sofisticada. O interior também parece representar uma evolução real, com superfícies em Alcantara ou camurça na versão R-Line.
Autonomia, baterias e desempenho
Na sexta-feira, a Volkswagen divulgou apenas os detalhes do ID. Tiguan com especificação europeia. Os conjuntos mecânicos são semelhantes aos encontrados no antigo ID.4; o ID. Tiguan estará disponível com tração traseira ou tração integral, além de duas opções de bateria.
A bateria menor, de 58 kWh, entrega 190 cv e é oferecida apenas com tração traseira. O pacote maior, de 77 kWh, vem com 286 cv na configuração de tração traseira ou 298 cv na versão com tração integral 4Motion. A autonomia máxima anunciada é de até 600 km para o modelo de 77 kWh com tração traseira, com base no ciclo WLTP.
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