Ponto a Ponto: Geely EX2 Max vs BYD Dolphin GS
Elétricos compactos se enfrentam em autonomia real, equipamentos, preço e proposta no Brasil
A disputa entre elétricos compactos no Brasil ganhou um novo capítulo com a chegada do Geely EX2, modelo que não apenas estreou forte por aqui, como também assumiu, em 2025, o posto de carro elétrico mais vendido da China, superando nomes já consolidados naquele mercado. No Brasil, o impacto foi imediato: no primeiro mês completo de vendas, o EX2 já apareceu como segundo elétrico mais emplacado, sinalizando que a ofensiva da Geely começou de forma bastante consistente.
Do outro lado está o BYD Dolphin GS, versão de entrada de um modelo que ajudou a popularizar os elétricos no país e segue como referência entre os hatches urbanos. A proposta aqui é clara: colocar frente a frente o Dolphin mais acessível e o EX2 em sua configuração topo de linha (Max), comparando dados técnicos, equipamentos e as impressões ao volante já colhidas em avaliações anteriores — sem um teste comparativo in loco, mas com base em números e experiência real.
Dimensões, motorização e desempenho
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Item |
BYD Dolphin GS |
Geely EX2 Max |
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Potência |
95 cv |
116 cv |
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Torque |
18,3 kgfm |
15,3 kgfm |
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Bateria |
44,9 kWh (LFP) |
39,4 kWh |
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Autonomia Inmetro |
291 km |
289 km |
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Autonomia real estimada |
340–360 km |
340–360 km |
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Tração |
Dianteira |
Traseira |
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Suspensão traseira |
Eixo de torção |
Multilink |
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Porta-malas |
~250 litros |
375 litros + frunk |
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Preço |
R$ 149.990 |
R$ 135.100* |
* valor promocional de lançamento
Apesar da bateria um pouco maior no Dolphin GS, a autonomia real dos dois modelos é muito próxima, ficando na faixa de 340 a 360 km em uso misto, segundo medições práticas e relatos de uso, sendo que também pelo padrão Inmetro os números se equivalem. Na prática, o que muda é mais o projeto do carro do que os números brutos.
Galeria: Geely EX2 Max 2026
O EX2 Max leva vantagem em potência, mas o diferencial técnico mais relevante está na tração traseira combinada à suspensão multilink, solução rara - praticamente inexistente - nesse segmento de elétricos compactos no Brasil. O Dolphin, por sua vez, aposta em um conjunto mais convencional, focado em eficiência e conforto no uso urbano.
Equipamentos e tecnologia
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Item |
BYD Dolphin GS |
Geely EX2 Max |
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Central multimídia |
12,8” rotativa |
14,6” |
|
Painel digital |
Sim |
Sim |
|
Banco do motorista |
Ajuste elétrico |
Ajuste elétrico |
|
Carregador por indução |
Sim |
Sim |
|
ADAS |
Básico |
Completo |
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Frenagem autônoma (AEB) |
Não |
Sim |
|
Assistente de permanência em faixa |
Não |
Sim |
|
Controle de cruzeiro adaptativo |
Não |
Sim |
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Android Auto / CarPlay |
Sim |
Não (previsto) |
|
Airbags |
6 |
6 |
Aqui, a diferença de proposta fica ainda mais clara. O Geely EX2 Max se destaca fortemente pelo pacote de assistências à condução, que inclui frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e controle de cruzeiro adaptativo - itens ainda raros em elétricos desse porte e faixa de preço no Brasil.
Galeria: Impressões - BYD Dolphin (BR)
O Dolphin GS compensa com uma central multimídia maior e com interface melhorada, além de já oferecer Android Auto e Apple CarPlay, algo que o EX2 ainda não tem neste primeiro momento, mas que já foi confirmado pela Geely para atualização futura via software.
Em termos de acabamento e ergonomia, ambos apostam em soluções simples, com foco na racionalidade. O EX2 utiliza mais plástico rígido, mas entrega boa organização interna e espaço acima da média, especialmente no porta-malas, enquanto o Dolphin se destaca pela cabine mais acolhedora e layout já familiar ao consumidor brasileiro que conhece a marca.
Carregamento
No quesito recarga, BYD Dolphin GS e Geely EX2 Max apresentam comportamento muito semelhante na prática, dentro do que se espera para elétricos compactos. Ambos utilizam conector Tipo 2 para corrente alternada (AC) e CCS2 para recarga rápida em corrente contínua (DC).
Em AC, os dois aceitam até 6,6 kW, permitindo uma recarga completa em aproximadamente 6 a 7 horas em wallbox residencial. Já em DC, o Dolphin GS suporta até 60 kW, enquanto o EX2 Max chega a 70 kW. Na prática, porém, a diferença é pequena: em um carregador rápido, ambos conseguem ir de 20% a 80% de carga em cerca de 20 a 25 minutos, variando conforme a infraestrutura e as condições da bateria.
Para o uso cotidiano, o conjunto de carregamento é equilibrado e coerente com a proposta dos dois modelos, sem um vencedor claro nesse ponto.
Conclusão
Colocar BYD Dolphin GS e Geely EX2 Max frente a frente mostra como o segmento de elétricos compactos evoluiu rapidamente no Brasil. O Dolphin segue sendo uma escolha sólida, especialmente para quem prioriza uma experiência já conhecida, boa autonomia real e integração imediata com Android Auto e CarPlay, ainda que com um pacote de assistências mais simples e preço mais elevado.
O EX2 Max, por sua vez, chega com uma proposta técnica mais ousada: tração traseira, suspensão multilink e um pacote ADAS completo que eleva o nível de segurança ativa do segmento. Soma-se a isso o desempenho urbano mais esperto, o bom espaço interno e um preço promocional significativamente menor, o que ajuda a explicar o início forte nas vendas brasileiras.
No fim, a escolha passa menos por autonomia - muito semelhante nos dois - e mais por perfil de uso e prioridades: conforto e familiaridade no Dolphin, ou tecnologia embarcada, dinâmica refinada e custo-benefício agressivo no EX2.
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