BYD Dolphin Mini: Raio-X do elétrico que promete ser o mais barato do Brasil
Compacto urbano será lançado no final de fevereiro com preço estimado entre R$ 100.000 e R$ 120.000
O BYD Dolphin Mini está na reta final para o lançamento no Brasil. Carro elétrico mais barato da BYD, o compacto urbano está sendo aguardado como uma das principais estreias do ano e promete sacudir o segmento de veículos elétricos com sua proposta de preço mais acessível dentro de um pacote que traz construção moderna, tecnologia, segurança e boa oferta de equipamentos.
Com estreia prevista para os últimos dias de fevereiro (a data oficial ainda não foi divulgada), o Dolphin Mini já está a caminho das concessionárias e será posicionado abaixo do Dolphin, atualmente o carro elétrico mais vendido do país, e com a mesma proposta de arquitetura elétrica dedicada e alta eficiência energética aliados a um preço mais acessível que a média do mercado que consagraram o irmão maior.
Segundo as apurações, estima-se que preço final deve ficar no intervalo de R$ 100 mil a R$ 120 mil, de acordo com a versão e equipamentos oferecidos (por aqui, ele deve chegar em duas versões). Na China, onde nasceu como Seagull, o Dolphin Mini (nome para alguns mercados da América Latina) está disponível com duas opções de bateria e equipamentos.
Caso as previsões se confirmem, o Dolphin Mini assumirá o posto de carro elétrico mais barato do Brasil, desbancando os rivais Caoa Chery iCar (R$ 119.990), Renault Kwid E-Tech (123.990) e JAC e-JS1 (R$ 126.990).
Em termos de dimensões, o Dolphin Mini mede 3,78 m de comprimento (10 cm a mais que o Kwid), mas seu entre-eixos de 2,50 m fica próximo ao de compactos como HB20 e Onix. A BYD aproveitou essa distância entre os eixos ao máximo, encurtando os balanços, uma vantagem dos carros elétricos construídos em plataforma dedicada.
Dependendo do mercado, ele está disponível em duas versões: EV300 ou EV400. A diferença principal fica por conta da bateria: com capacidade de 30 kWh na primeira e 38,8 kWh na segunda. A autonomia varia entre 300 km e 400 km de acordo com o ciclo chinês de medição. A velocidade máxima é de 130 km/h, sempre equipado com o motor elétrico rende 55 kW (75 cv) de potência e 13,7 kgfm de torque.
Outro destaque do Dolphin Mini é trazer alguns equipamentos de segmentos superiores que os rivais não possuem. Ele pode ter controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa e frenagem automática de emergência, entre outros - ele pode vir com 4 ou 6 airbags, de acordo com o pacote.
Galeria: Impressões - BYD Dolphin Mini
Com espaço interno equiparado ao dos hatchbacks compactos, além de acabamento, design e nível de equipamentos similar ao do irmão maior Dolphin, o pequeno Dolphin Mini leva boa vantagem sobre os atuais rivais que estão à venda no mercado. E se as apurações estiverem corretas, mesmo na versão mais equipada ele continuará sendo o carro elétrico mais barato do mercado, o que é uma baita vantagem competitiva.
Compare abaixo as principais especificações do Dolphin Mini na versão mais equipada com os rivais próximos:
| Modelo | Potência e torque | Bateria | Alcance | Comprimento e Entre-eixos | Largura | Altura | Porta-malas | Peso |
| BYD Dolphin Mini | 75 cv e 13,7 kgfm | 38,8 kWh | 400 km (CLTC) | 3,78 m - 2,50 m | 1,71 m | 1,54 m | 230 litros | 1.240 kg |
| Renault Kwid E-Tech | 65 cv e 11,5 kgfm | 26,7 kWh | 185 km (Inmetro) | 3,73 m - 2,42 m | 1,57 m | 1,50 m | 290 litros | 977 kg |
| JAC e-JS1 | 62 cv e 15,3 kgfm | 30,2 kWh | 161 km (Inmetro) | 3,65 m - 2,39 m | 1,67 m | 1,54 m | 121 litros | 1.180 kg |
| Caoa Chery iCar | 61 cv e 15,3 kgfm | 30,8 kWh | 197 km (Inmetro) | 3,20 m - 2,15 m | 1,67 m | 1,59 m | 100 litros | 995 kg |
Sucesso na China, o Dolphin Mini vendeu quase 240.000 unidades em 2023 e foi o 10º carro mais vendido do país no ranking geral, o que serve de exemplo do seu potencial em nosso mercado.
Pelo que apuramos, a BYD tem pressa para realizar o lançamento do seu carro elétrico mais acessível no Brasil, considerando o retorno da cobrança do imposto de importação e a possibilidade de utilizar as cotas enquanto a produção nacional não começa. Agora é aguardar pelo lançamento e todos os detalhes das versões e acompanhar sua aceitação no mercado.
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