Fiat Grande Panda elétrico chega ao mercado e ameaça o futuro do 500e
Com preço equivalente a R$ 151 mil, a Fiat agora tem um carro elétrico mais acessível
Com a chegada do Grande Panda, a Fiat também tem seu carro elétrico barato. Com preço inicial de 24.900 euros (R$ 151.000), o SUV urbano de Turim se junta a outros modelos abaixo da faixa dos 25.000 euros, como o Hyundai Inster (24.900 euros), o Leapmotor T03 (18.900 euros/R$ 115.000) e o Dacia Spring (17.900 euros).
Assim como a DeepSeek está revolucionando o setor de inteligência artificial, a Fiat agora entra no segmento elétrico mais popular entre os motoristas. Mas qual será o destino do antigo Fiat 500e, o citycar de 29.950 euros/R$ 182.000 (5.050 euros a mais que seu novo irmão), que enfrenta uma crise de vendas?
Fiat Grande Panda (2024)
Vendas em queda e produção incerta
Segundo as últimas informações, após paralisações e retomadas nos últimos meses, a produção do pequeno elétrico em Mirafiori continuará em fevereiro, enquanto o modelo entra em promoção por 21.739 euros. O futuro, no entanto, permanece incerto a partir de março. O que é certo é que a Fiat Grande Panda chegará às concessionárias nesse mesmo mês.
É possível que a Stellantis esteja ganhando tempo antes de decidir o futuro da 500e. Mas, considerando tanto as interrupções na produção (iniciadas em 13 de setembro) quanto os números de vendas, parece que a Fiat não terá muitas opções.
Fiat Grande Panda (2024)
De 2021 a 2024, os emplacamentos do citycar na Itália caíram constantemente, despencando do primeiro para o sétimo lugar no ranking, de 10.753 para 2.345 unidades vendidas, e de 15,9% para apenas 3,6% do mercado de elétricos (dados da Unrae).
| Fiat 500e | Posição | Vendas | Market share |
| 2024 | 7 | 2.345 | 3,6% |
| 2023 | 3 | 4.749 | 7,1% |
| 2022 | 1 | 6.285 | 12,7% |
| 2021 | 1 | 10.753 | 15,9% |
| 2020 (nov-dez) | 5 | 2.175 | 6,7% |
Uma promessa a cumprir
A situação se complica à luz das promessas da montadora e do acordo firmado em dezembro com o governo. Baseado no “Plano Itália”, o pacto prevê o compromisso da empresa em garantir plena ocupação nas fábricas italianas.
Aposentar antecipadamente o antigo Fiat 500e e aguardar a chegada da nova versão (confirmada pelo responsável europeu Jean-Philippe Imparato) significaria descumprir essa promessa. Um auxílio nesse sentido virá quase certamente do novo Fiat 500 híbrido, que será baseado na versão elétrica e produzida em Mirafiori até o final de 2025.
Com esse modelo, a marca pretende impulsionar as vendas e manter a produção em Mirafiori a pleno vapor, além de preencher o espaço deixado pela antiga Lancia Ypsilon. Com a nova geração, o grupo ficou sem um modelo "glamouroso" (se me permitem o termo) capaz de liderar as vendas. A transição para um sistema híbrido-leve (MHEV) também deve reduzir significativamente o preço final do carro.
Esse é um passo fundamental para cumprir as promessas feitas há um mês. Até porque o Grande Panda não será produzido na Itália, mas na Sérvia, e o novo Fiat 500 elétrico só chegará em 2026, ano em que será lançada a plataforma STLA Small, na qual ele provavelmente será baseado.
Galeria: Fiat Grande Panda (2024)
Independentemente do destino do 500e, o Grande Panda terá a missão de conter a queda nas vendas de elétricos da Fiat, que em 2024, considerando todas as motorizações, perdeu 17,6% dos novos clientes em relação a 2023. Mais detalhes podem ser revelados pelo presidente John Elkann, que deve comparecer ao Parlamento na quarta-feira, 19 de março, para apresentar os planos da Stellantis.
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