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Audi A6 Sportback e-tron resgata estilo sedã aos elétricos; veja impressões

Por R$ 649.990, tem bom pacote de equipamentos e quase 500 km de alcance

Audi A6 Sportback e-tron (BR)
Foto de: Audi

Os alemães são bem tradicionais em sedãs, principalmente os maiores. Na Audi, o A6 sempre foi o meio-termo entre o A4 e A8, cumprindo bem a sua função. Na nova geração, o A6 também é elétrico, por completo chamado A6 Sportback e-tron, e chega ao Brasil por R$ 649.990, justamente entre os SUVs Q6 e-tron e Q8 e-tron. 

Na louca nova e indecisa regra de nomenclatura da Audi, o A6 Sportback substituiu o antigo A7 Sportback, mas diferente do A4, substituído pelo A5, o A6 tem as duas opções, combustão e elétrico. Tá, ficou bem confuso e vai demorar um tempo pra marcar ajustar isso novamente. O que importa aqui é como o A6 elétrico se comporta. 

O que é?

Este é o segundo Audi com a plataforma PPE, base desenvolvida com a Porsche e que já está nos atuais Macan EV e Q6 e-tron. Dedicada para os elétricos, tem uma arquitetura elétrica e eletrônica modernas tanto para a gestão de energia quanto para diversos assistentes e soluções tecnológicas, principalmente a capacidade de recarga de até 270 kW - com isso, vai de 10 a 80% em 21 minutos. Em AC, são até 11 kW. 

O A6 elétrico é um carro grande. São 4.928 mm de comprimento, mas o fato de ser elétrico, deu a ele um entre-eixos de 2.946 mm, que também tem a função de abrigar as baterias de 100 kWh. O design é limpo, mas percebemos que as portas altas estão ali para abrigar tanto a área inferior do carro onde estão as baterias quanto o habitáculo em si. Querendo ser SUV, os faróis divididos se escondem na moldura preta do pacote S-Line, e a traseira tem lanternas interligadas e o logo da Audi iluminado. 

Audi A6 Sportback e-tron (BR)
Foto de: Audi

Com diversas soluções, como as maçanetas embutidas e os (polêmicos) retrovisores por câmeras, o A6 Sportback e-tron é o carro mais aerodinâmico que a Audi já fez, com Cd. de 0,21, que vai influenciar diretamente no alcance elétrico e no conforto, principalmente acústico. 

Por dentro, a arquitetura que a Audi tem aplicado em seus novos modelos, com telas integradas para o painel de instrumentos (11,9"), sistema multimídia (14,5") e, aqui, a terceira tela para o passageiro, com 10,9" e tecnologia que impede que seja vista pelo motorista. Usa menos botões, deixando bastante para as telas, inclusive no console central bem livre e basicamente com o seletor do câmbio e poucos comandos. O sistema de som é assinado pela Bang & Olufsen. 

Audi A6 Sportback e-tron (BR)
Foto de: Audi

Como anda?

"O primeiro Audi com tração traseira no Brasil!". Um pouco exagerado dizer isso pela facilidade com que isso é feito em um carro elétrico, mas o A6 Sportback e-tron é realmente RWD. Ali está um motor elétrico de 367 cv e 57,6 kgfm que, segundo a Audi, leva o Sportback aos 100 km/h em 5,4 segundos. Pelo Inmetro, são 445 km homologados, que na vida real devem ficar mais perto dos 500 km. 

Como no Q8 e-tron e Q6 e-tron, o A6 elétrico mantém as qualidades da Audi ao rodar. Com a moderna base PPE, é refinado e confortável, principalmente pelo isolamento acústico até mesmo de ventos pela boa aerodinâmica. A suspensão não é adaptativa e, em velocidades mais altas, acaba balançando bastante, uma configuração bem voltada ao conforto. 

Audi A6 Sportback e-tron (BR)
Foto de: Audi

O que chama a atenção não é nem o desempenho, mas como o A6 e-tron consegue manter velocidade mesmo quando tira o pé do acelerador, uma forma de preservar o alcance. Há níveis de regeneração, mas quando zerado, quase não perde velocidade, tanto pela tecnologia do motor elétrico quanto, mais uma vez, aerodinâmica muito bem feita. 

Vale a pena?


O que você pensa sobre isso?

Por R$ 649.990, o Audi A6 Sportback e-tron tem um pacote bem completo, incluso assistentes de condução e segurança, telas e até teto panorâmico que escurece ao toque de um botão. Na concorrência direta, colocamos BMW i5 M60 por R$ 795.950, com dois motores e 601 cv, e o Mercedes-Benz EQE 350+, com 320 cv por R$ 649.900. 

Posicionado entre os SUVs elétricos da marca, o sedã pode conquistar justamente esse público mais tradicional e fã dos sedãs alemães. Cobra caro, mas é a média da concorrência, como mostramos acima.