Dacia Spring 2026 antecipa novidades do novo Renault Kwid E-Tech
Elétrico urbano ganha bateria LFP e fica mais potente, melhorando desempenho
O Dacia Spring, equivalente europeu do Renault Kwid E-Tech vendido no Brasil, passa por uma nova atualização para o modelo 2026. A principal novidade está na bateria, que adota pela primeira vez a química LFP (lítio-ferro-fosfato). Apesar da capacidade menor — agora de 24,3 kWh, contra 26,8 kWh anteriormente — a autonomia permanece em 225 km no ciclo WLTP. O segredo está no consumo reduzido, mesmo com a chegada de motores mais potentes, de 52 kW (71 cv) e 75 kW (102 cv).
O Spring é produzido na China e usa a plataforma CMF-A, originalmente concebida para carros a combustão. Até então, o conjunto de seis módulos da bateria ficava sob o banco traseiro. Na nova geração, a estrutura foi reforçada, permitindo instalar uma bateria em formato de prancha sob o assoalho — o que melhora a rigidez e a distribuição de peso.
Galeria: Dacia Spring (2026)
Bateria e desempenho
O novo conjunto de 24,3 kWh é o primeiro LFP do Grupo Renault, tecnologia já comum em carros elétricos chineses por oferecer maior durabilidade e custo mais baixo. Mesmo com menor capacidade, o consumo médio caiu para 12,4 kWh/100 km, ante 13,2 kWh na versão anterior, garantindo autonomia equivalente.
Os dois motores substituem os antigos de 33 kW (45 cv) e 48 kW (65 cv), este último o utilizado pelo nosso Kwid E-Tech. A melhora de desempenho é significativa: o tempo de retomada de 80 a 120 km/h caiu de 26,2 s para 10,3 s na versão básica, e de 14 s para 6,9 s nas variantes mais potentes. O tempo oficial de 0 a 100 km/h ainda não foi divulgado.
O carregador embarcado segue de 7 kW monofásico, permitindo recarga doméstica em corrente alternada. Nas versões Expression e Extreme, o modelo oferece recarga rápida DC de até 40 kW, suficiente para ir de 20% a 80% em 29 minutos — um avanço sobre os 30 kW da geração anterior.
|
Versão |
Potência |
Bateria |
Autonomia (WLTP) |
Preço base |
|
Dacia Spring 70 |
52 kW (71 cv) |
24,3 kWh (LFP) |
225 km |
€ 16.900 (R$ 105 mil) |
|
Dacia Spring 100 |
75 kW (102 cv) |
24,3 kWh (LFP) |
225 km |
n/d |
Design e melhorias estruturais
Visualmente, o Spring 2026 muda pouco. Com cerca de 1 tonelada, continua sendo o carro elétrico de quatro lugares mais leve do mercado. O porta-malas mantém 308 litros, chegando a 1.004 L com o banco rebatido — vantagem expressiva sobre rivais como o Leapmotor T03, que oferece de 210 a 508 L.
O modelo também mantém a função V2L (Vehicle-to-Load), que permite usar a energia da bateria para alimentar equipamentos externos — recurso reservado à versão Extreme. Há ainda novas melhorias técnicas, como freios mais eficientes, amortecedores recalibrados, estabilizador transversal e aerodinâmica aprimorada, com coeficiente (A × Cx) reduzido para 0,66.
Equipamentos e versões
O Dacia Spring segue disponível nas versões Essential, Expression e Extreme. O pacote básico inclui painel digital de 7”, direção elétrica com regulagem de altura, piloto automático, sensor de ré, travas e vidros elétricos dianteiros.
A versão Expression adiciona rodas de 15” e ar-condicionado manual, enquanto a Extreme traz tela multimídia de 10,1”, vidros traseiros elétricos, retrovisores ajustáveis eletricamente, duas portas USB e conectividade Apple CarPlay e Android Auto.
O preço-base permanece em € 16.900, e todas as versões continuam abaixo dos € 20.000 — o que mantém o Spring como o carro elétrico mais acessível da Europa.
Contexto e vendas
O Spring atravessa um período de transição. Na Alemanha, as vendas despencaram de 14.366 unidades em 2022, seu melhor ano, para apenas 3.566 unidades até agosto de 2025. A Dacia aposta que os novos motores e a bateria LFP ajudarão a recuperar parte desse desempenho. No Brasil, o equivalente Renault Kwid E-Tech já teve destaque no mercado, figurando regularmente no top 10 de vendas, mas atualmente registra volume de vendas muito baixo.
O preço inicial europeu equivaleria a cerca de R$ 105 mil — valor que acreditamos estar próximo ao que o novo Renault Kwid E-Tech deverá alcançar no Brasil quando for anunciado oficialmente nos próximos dias. No entanto, ainda não sabemos como ele ficará em termos de versões e equipamentos. O atual Kwid E-Tech custa R$ 99.990, sendo o elétrico mais barato do Brasil.

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