GWM Ora 5 já ficou quase R$ 5 mil mais caro desde o lançamento
SUV ganhou quase R$ 5 mil desde a estreia, mas segue como o elétrico mais barato da família Ora no Brasil
Lançado no fim de junho por R$ 159.000 - e reajustado pouco depois para R$ 159.990 -, o GWM Ora 5 já está novamente mais caro. A partir de agora, os interessados no primeiro SUV elétrico da marca chinesa terão que desembolsar mais R$ 4.000 em relação ao preço praticado até então.
Com isso, o SUV, oferecido em configuração única de motor e equipamentos, agora custa oficialmente R$ 163.990. Curiosamente, ainda é menos do que a marca pede pelo irmão menor, o Ora 03, vendido na versão única BEV58 por R$ 169.000.
Como é o GWM Ora 5
Trazendo um pacote interessante e ainda raro nessa faixa, o Ora 5 conta com um motor elétrico dianteiro que rende 204 cv de potência e torque instantâneo de 26,5 kgfm. Esse conjunto permite ao SUV acelerar de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos, atingindo a velocidade máxima de 170 km/h, limitada eletronicamente. A bateria de íons de lítio, com química LFP (fosfato de ferro-lítio), possui capacidade nominal de 58,3 kWh.
Em termos de autonomia, o Ora 5 entrega 349 km conforme o ciclo de homologação do Inmetro (PBEV) e até 435 km sob o padrão global WLTP. Para o carregamento rápido em estações DC de até 120 kW, o veículo precisa de 20 minutos para recuperar de 30% a 80% da energia.
Usando corrente alternada (AC), o suporte máximo é de 6,6 kW no carro. O SUV conta ainda com três níveis de frenagem regenerativa e tecnologia Vehicle-to-Load (V2L), que permite usar a energia armazenada na bateria para alimentar equipamentos externos com até 6 kW.
No porte, por utilizar uma base diferente da do hatch da mesma família, acaba sendo significativamente maior. São 4.471 mm de comprimento, 1.833 mm de largura, 1.641 mm de altura e distância entre-eixos de 2.720 mm, ainda que tenha mantido o visual arredondado e a lanterna em posição inusitada, junto ao vidro traseiro.
Na comparação direta com o irmão menor, ele é 236 mm mais longo e ganhou 70 mm de entre-eixos. Apesar do porte superior, o peso em ordem de marcha ficou em 1.685 kg, mantendo o mesmo patamar do hatch.
Já em tecnologia, oferece bancos dianteiros com ajustes elétricos e ventilação, memória de posição para o banco do motorista, iluminação ambiente configurável, saída de ar-condicionado dedicada aos bancos traseiros e até um compartimento climatizado de 3,2 litros na parte traseira do console central. Não, não é uma geladeira como no Wey 07 ou no GAC Aion V, mas utiliza a refrigeração do sistema de ventilação para manter bebidas em temperaturas mais baixas.
Por fim, a segurança também é destaque. Há seis airbags, freios ABS com disco nas quatro rodas, pacote de assistência à condução semiautônoma (ADAS 2+) e câmera 540° com função de chassi transparente.
Em comodidade, um dos grandes destaques do Ora 5 é vir sempre com teto solar panorâmico, cujo vidro ocupa boa parte da folha do teto, com 1,65 m². Ele ajuda bastante na sensação de espaço a bordo e conta com cortina elétrica com comandos no plafonier dianteiro. Ponto negativo? Mesmo com as grandes dimensões, o vidro é fixo.
SUV será nacional
Sem esconder muito seus planos futuros, a GWM tem falado cada vez mais sobre a estratégia de atuar como uma fabricante "multi-energia" no Brasil, oferecendo diferentes tipos de propulsão e avançando em volume para além da linha Haval H6, hoje seu principal produto no país.
E é justamente aí que o Ora 5 pode ganhar uma importância ainda maior. Um de seus principais rivais, o BYD Yuan Pro, seguiu caminho semelhante: originalmente elétrico, o SUV passou a dividir espaço com o Atto 2, nome adotado pela nova fase do modelo e que também ganhou uma alternativa híbrida.
Na GWM, a estratégia pode igualmente ir além da eletricidade. Recentemente, o Motor1.com Brasil apurou que os planos para o Ora 5 incluem até a possibilidade de uma motorização turbo flex no futuro, ampliando a atuação do modelo para além da configuração elétrica vendida atualmente.
Ele é, aliás, o primeiro candidato a ser feito na segunda fábrica que a chinesa planeja ter no país. O novo complexo deve atuar em conjunto com a unidade de Iracemápolis (SP) e ser instalado em Aracruz, no Espírito Santo. A planta será um dos pilares da próxima etapa de expansão da companhia no Brasil.
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