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Carro elétrico precisa de menos autonomia do que motoristas imaginam

Pesquisa indica que trajetos diários têm menos de 70 km, reforçando que baterias menores podem reduzir custos

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Foto de: GWM

A discussão sobre autonomia dos carros elétricos costuma girar em torno de números elevados: 400, 500 ou até 600 quilômetros entre uma recarga e outra. No entanto, um estudo recente da empresa norte-americana Recurrent, especializada no monitoramento da saúde de baterias, mostra que a realidade é bem diferente.

A análise de dados de mais de 40 mil veículos elétricos revelou que, em média, os motoristas nos Estados Unidos percorrem apenas 66 quilômetros por dia. Isso significa que boa parte da autonomia disponível nos modelos mais avançados simplesmente não é utilizada.

Kia EV9 GT-Line 2024 na especificação externa dos EUA

Segundo a Recurrent, veículos com autonomia de 560 a 600 km têm, na prática, apenas 11,3% da bateria explorada diariamente. Já modelos mais compactos, com alcance de 120 a 160 km, chegam a utilizar 22,8% da capacidade, mostrando que mesmo baterias menores já atendem à maior parte das necessidades.

Os resultados estão alinhados com dados federais norte-americanos, que apontam média de 64 km rodados por dia. Aplicando esse raciocínio ao Brasil, percebe-se que a situação não é muito diferente: pesquisas do IBGE indicam que os deslocamentos urbanos no país costumam ficar abaixo dos 30 km diários em várias cidades.

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Foto de: Motor1 Brasil

Isso levanta uma reflexão importante: se a maior parte dos motoristas roda pouco no dia a dia, faz sentido continuar elevando tanto a capacidade das baterias? Para a Recurrent, um veículo com cerca de 320 km de autonomia já seria capaz de atender 99% do uso cotidiano, sem a necessidade de acrescentar peso e custos extras.

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O desafio, segundo especialistas, é convencer o consumidor a aceitar autonomias menores, algo que poderia ser facilitado por preços mais acessíveis. Além disso, à medida que cresce a experiência real com elétricos, a chamada “ansiedade de autonomia” tende a desaparecer. A maioria dos motoristas que já migrou para essa tecnologia não pensa em voltar aos motores a combustão.

No caso brasileiro, a discussão é ainda mais relevante: oferecer carros elétricos mais baratos e eficientes, com baterias menores, pode ser um caminho para acelerar a adoção da tecnologia e reduzir as barreiras de entrada no mercado.

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