Ir para o conteúdo principal

Geely EX2: rival do Dolphin se atualiza na linha 2026 antes de vir ao Brasil

Elétrico mais vendido da China ganha novidades visuais, multimídia aprimorada e autonomia de até 410 km

Geely EX2 recebe novidades na linha 2026 antes de vir ao Brasil
Foto de: Geely

A Geely apresentou na China a linha 2026 do Geome Xingyuan, hatch elétrico compacto que será lançado no Brasil como Geely EX2. O modelo chega com atualizações visuais discretas, novas cores, melhorias no sistema multimídia e uma edição especial Star Limited com acabamento esportivo. Essas mudanças acompanham o bom momento do carro, que foi o elétrico mais vendido na China em agosto e o segundo mais vendido do mundo no mesmo mês.

O EX2 será um dos pilares da operação Geely no Brasil, ao lado do SUV EX5, já disponível no mercado em duas versões. Voltado ao segmento de hatches compactos elétricos, o novo modelo promete enfrentar concorrentes diretos como BYD Dolphin e GWM Ora 03, com preços estimados a partir de R$ 140 mil.

Geely EX2 recebe novidades na linha 2026 antes de vir ao Brasil
Foto de: Geely

Na China, o novo EX2 parte de 65.800 yuans — cerca de R$ 50 mil pela cotação atual  — em oferta promocional limitada.


O que mudou na linha 2026

As principais novidades estão nas duas novas cores (Chanson Purple e Cocoa Beige), que elevam a paleta para oito opções, e na estreia da edição limitada Star Limited Edition, com teto e cintos vermelhos, acabamentos contrastantes e estilo inspirado no Smart #1 Brabus. O modelo também recebeu melhorias no sistema de infoentretenimento Flyme Auto, que agora oferece mais funções e comandos de voz aprimorados.

Geely EX2 recebe novidades na linha 2026 antes de vir ao Brasil
Foto de: Geely

Desempenho e versões

O Geely EX2 mantém a oferta de duas configurações de motorização e autonomia, com baterias LFP fornecidas pela CATL e sistema de resfriamento líquido:

  • 310 km (CLTC): motor de 58 kW (79 cv) e 130 Nm de torque, bateria de 30,12 kWh;

  • 410 km (CLTC): motor de 85 kW (116 cv) e 150 Nm de torque, bateria de 40,16 kWh.

O carregamento rápido permite ir de 30% a 80% em cerca de 21 minutos, e uma recarga de 10 minutos garante aproximadamente 120 km de alcance.

Galeria: Geely EX2 (Xingyuan)


Dimensões e design

Com 4.135 mm de comprimento, 1.805 mm de largura, 1.570 mm de altura e entre-eixos de 2.650 mm, o EX2 tem porte semelhante ao BYD Dolphin. Um dos seus maiores atributos é o espaço, considerando o seu porte: o porta-malas oferece 375 litros, complementados por um frunk de 70 litros, e pode chegar a 1.320 litros com os bancos traseiros rebatidos.

O visual continua com linhas arredondadas e assinatura luminosa em LED em formato de “L”, além de maçanetas embutidas e rodas de até 16 polegadas.

Geely EX2 hatch eletrico - flagra BR

Geely EX2 é flagrado em testes no Brasil

Foto de: Placa Verde

Interior e tecnologia

O interior mantém o conceito simétrico e funcional, com painel digital de 8,8” e central multimídia de 10,1” ou 14,6”, dependendo da versão. O sistema Flyme Auto permite integração com smartphone via Flyme Link, personalização de interface, assistente de voz em duas zonas e câmeras com visão panorâmica de 540°.

Entre os itens de série estão seis airbags, tampa do porta-malas elétrica com antiesmagamento, carregador sem fio de 50W, maçanetas embutidas e bom espaço interno, com console central de 20 litros e porta-luvas de 10 litros.

Chegada ao Brasil


O que você pensa sobre isso?

O Geely EX2 será o primeiro hatch elétrico da marca no Brasil e estreará a nova divisão Geely Xingyuan, que focará em modelos 100% elétricos. Já o EX5, SUV médio da marca, continuará como o principal representante da Geely no segmento de utilitários elétricos. O operação da Geely é apoiada pela parceria industrial e comercial com a Renault, inclusive, com planos para produção nacional mais adiante. 

Sucesso de vendas e agora atualizado, o compacto elétrico da Geely ainda se vale do bom espaço para bagagens, carregamento rápido e posicionamento de preço abaixo dos principais rivais na China. Veremos se estratégia de mercado no Brasil se manterá agressiva.